A morte de uma mulher bombeiro

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Por Laura Wood

Traduzido por Andrea Patrícia

 Christi Rodgers-bombeiro1Christi, seu filho e seu marido

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Christi Rodgers, uma mulher bombeiro voluntária de 26 anos de idade, deu à luz seu primeiro filho um mês atrás. Esta manhã, ela foi acordada subitamente às 5 horas por um alarme de emergência para incêndio. Ela nunca chegou ao local do incêndio. A mulher da Pensilvânia teve uma parada cardíaca após a chamada e agora seu filho e seu marido estão sem a mãe e a esposa. Talvez ela fosse morrer jovem de qualquer jeito. Mas não se pode deixar de pensar se a chamada repentina em sua frágil condição não causou sua morte. (Veja o que diz o comentarista abaixo. Ela teve o bebê por uma Cesariana. Ela não estava apenas cuidando de um recém-nascido, mas recuperando-se de uma grande cirurgia).

Christi Rodgers-bombeiro

Isso é muito triste, como também é [triste] a ideia de uma nova mãe trabalhando como mulher bombeiro. Na verdade, a ideia de uma mulher bombeiro é completamente triste e ultrajante. O feminismo corroeu tanto a aversão natural de colocar a mulher em perigo que muitos sequer questionam o aumento da prevalência de mulheres bombeiros e soldados e policiais – ou considerem as ramificações. Agora se espera rotineiramente que mulheres grávidas ou que estão se recuperando de um parto façam um grande esforço para se superar. E eles chamam a isso de liberação?

Talvez Rodgers amasse ser uma mulher bombeiro. Talvez ela fosse boa nisto. Mas não deveriam ter permitido que ela fosse uma mulher bombeiro a não ser que ela vivesse numa cidade com severa falta de homens.

 — Comentários —

Um leitor escreve:

Aparentemente, a morte dela foi resultado do desenvolvimento de coágulos nas pernas após a Cesárea. Seu filho era prematuro de várias semanas. Ela havia sido internada ficando de cama antes do nascimento, bem como após o nascimento. Hoje foi o seu primeiro dia de volta ao trabalho. Ela morreu de embolia pulmonar. É muito trágico. O jornal pinta uma imagem surreal de uma amada mulher bombeiro, mas a realidade de sua vida é ainda mais trágica.

Terry Morris escreve:

A seleção de novos bombeiros nestes departamentos voluntários é geralmente feita por voto democrático. Quando meu pai era o Chefe do corpo de bombeiros de minha cidade natal minha irmã mais nova decidiu que ela queria ser mulher bombeiro. Ela recebeu votos contrários categoricamente de acordo com meu pai (isto aconteceu provavelmente há dez anos), e devido à influência nada pequena de sua mãe. :-)

“Talvez ela fosse boa nisto.”

Eu duvido muito que ela fosse boa no combate ao fogo, julgando por sua aparência nas fotos (ela não parece particularmente forte ou ‘em forma’ para mim). Quando eu estava no departamento voluntário do corpo de bombeiros meses atrás, eu me encontrei em diversas situações com risco de vida que dependiam de força, de resistência, de um bom par de pulmões e da habilidade de ficar calmo e de pensar claramente em situações de alto estresse. Em outras palavras, juventude e masculinidade. Eu posso conceder que ela pode ter sido “boa” na expedição ou girando botões sobre o veículo(s), mas isso não é exatamente combater incêndios.

Publicado em 24 de outubro de 2014.

Original aqui.

Seis visuais com Candy Colors

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candycolors.

Eu adoro esses tons claros, tons pastel, e as cores de doces, candy colors. Tudo muito fofo, delicado e feminino. No ano de 2015 essas tonalidades devem estar em alta novamente, pelo menos é o que dizem os experts do mundo da moda. Na moda ou não, eu gosto muito!

Criei seis visuais inspirada nessas cores, bem ladylike com um toque vintage/retrô (que também é tendência para 2015!):

MR Sets candy colors1Um lindo tom de azul no cardigã e na bolsa e uma saia marfim de bolinhas pretas. Adoro!

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MR Sets candy colors2

As bolinhas agora aparecem na blusa e a saia plissada nesse tom de rosa deixa tudo muito feminino.

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Saia lilás ou lavanda, blusa golinha Peter Pan e sapato Oxford delicado. Muito fofo.

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Tons de rosa e azul combinados com o neutro marfim. Muito elegante.

.MR Sets candy colors5

Amarelinho com rosa claro lembra doce realmente. E é bem feminino também.

.MR Sets candy colors6Verde menta claro e marfim ou creme. Uma ótima combinação, suave, perfeita para os dias ensolarados.

Inspire-se nessa primavera!

O que dizer sobre cabelo curto para mulher?

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Por Tradition in Action (TIA)

Traduzido por Andrea Patrícia

Prezado TIA,

Eu tenho pensado sobre quais tem sido os penteados para senhoras historicamente até os tempos mais modernos. Eu cresci como uma pessoa cansada de ver mulheres mais velhas – mesmo mulheres católicas tradicionais – com os cabelos mais curtos que os cabelos que os homens usam, e não posso deixar de pensar sobre o que as mulheres costumavam fazer com seus cabelos quando tornavam-se grisalhos, quando elas ficavam mais velhas, e mesmo idosas.

Eu não posso deixar de pensar que elas deviam usar algum tipo de coque, mas eu me lembro de minha avó com um cabelo mais curto, cacheado, nos anos em que eu convivi com ela, mas isso foi durante os anos 60 e 70 e no início dos anos 80. Vocês poderiam me dar alguma informação ou um website que discuta estas questões?

Muito obrigada,

E.S., Ph.D.

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TIA responde:

Prezado Dr. E.S.,

F_064_19cenEstilos de penteados do século XIX

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Temos o prazer de responder à sua pergunta. Este é um assunto que já havíamos pensado em falar, e seu pedido nos proporcionou a oportunidade.

Você pode achar interessante saber que até os primeiros anos do século XX, as mulheres tinham cabelo longo. Mechas até a cintura não eram incomuns, e o cabelo mais longo era a norma devido ao fato que cortar o cabelo da mulher era algo feito apenas quando necessário, como em doenças extremas. Cabelo longo era considerado uma marca da feminilidade.

Mulheres jovens e garotas usavam cabelos longos em tranças, ou como uma cascata de cachos no século XIX. Mulheres mais velhas normalmente usavam seus cabelos trançados e enrolados no topo da cabeça ou em coques de estilo francês, presos ao longo da nuca e da coroa.

Se você ler esta breve história sobre o cabelo, você verá que, excluindo alguns estilos extravagantes da corte, não houve mudanças radicais nos penteados femininos através dos séculos.

Então, no início do século XX, a revolução nos penteados femininos começou.

Mode à la garçonne ou ‘o bob’

Em 1908, o costureiro modernista Paul Poiret quebrou as convenções dramaticamente quando ele cortou os cabelos das modelos para apresentar sua coleção em Paris. Na França o cabelo curto era chamado mode à la garçonne, isto é, o penteado de um homem.

No inglês norte-americano, o cabelo curto para mulheres foi simplesmente chamado de o ”bob,” uma referência ao apelido de rapaz Bob já que o estilo era visto como “corte de garoto”.

Em 1917, muitas do cenário cultural afeito aos modismos estavam cortando seus cabelos bem curtos e, em poucos anos, o bob havia atingido proporções epidêmicas. Este estilo supostamente representava a “Nova Mulher Americana”: uma mulher ocupada, ativa e independente, liberada dos antigos costumes sociais.

 c. 1925: Louise BrooksO bob ou corte de garoto

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Muitos críticos na Europa viram isso como um feminismo ascendente, e previram que o cabelo curto para as mulheres seria uma moda passageira. A Primeira Guerra Mundial, entretanto, ao invés de diminuir esta tendência, acelerou-a. Como as mulheres passaram a trabalhar fora, elas adotaram cabelos mais curtos tornados populares por atrizes como Eve Lavallière e Isadora Duncan.

O fim da guerra liberou as classes que viviam na moda de quaisquer restrições morais ou inibições sociais que as mantinham seguindo as tradições anteriores. Nas festas de gala e nos bailes da vitória, os cabelos eram curtos, as mulheres mostravam seus ombros, e as saias estavam subindo. Apareceram as jovens Melindrosas com cabelos curtos e saias escandalosamente curtas.

A vanguarda da moda de cabelos em 1914 – prevista para ter vida curta – tornou-se dominante na época da Segunda Guerra Mundial. O que é certo é que a moda à la garçonne sinalizou uma maior transição no ideal da beleza e do comportamento femininos. Onde a maturidade havia uma vez definido a mulher perfeita, a ênfase havia mudado em direção à juventude e a mudança constante.

A paixão pela juventude e pelo estilo de garoto teve consequências – as modas pós Segunda Guerra enfatizaram a magreza, o estilo atlético, o jeito casual e descuidado, a rebeldia. O bob e os vestidos expondo pernas moças tornaram-se sinalizadores que marcavam uma geração mais jovem e atenta às novas tendências, uma revolução social.

Esta revolução na moda enviou as mulheres em massa pela primeira vez na história para os salões de beleza, ou salons d’ondulation, onde elas recebiam “ondas” (permanentes), penteados com modeladores de cachos, colorações – o loiro platinado como em Jean Harlow. Tudo isso – incluindo o gosto pelo cabelo curto – entrou então nos hábitos dominantes.

f_064_Starts2Estrelas e modelos desempenharam um grande papel ao promover o cabelo mais curto: na primeira fileira Eve Lavilliere e Isadora Duncan; segunda fileira, Audrey Hepburn e Mia Farrow.

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Os anos 60 quebraram todo resíduo de decoro

  F_064_HAIRMusical HAIR em 1968: anarquia de costumes simbolizada pelos penteados rebeldes

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No fim dos anos 60 outra revolução na moda e nos costumes surgiu com incrível energia. Sob lemas como “é proibido proibir” e “poder para a imaginação”, milhares de jovens homens e mulheres protestaram ao redor do mundo contra os valores sociais, morais e éticos herdados de gerações passadas.

Penteados e vestidos tornaram-se mais liberais e ousados: estilos de garoto para as mulheres como o afro ou o twiggy e cabelos longos para os homens estavam em alta. O cabelo tornou-se um símbolo aberto do protesto e da rebelião contra valores tradicionais. Os novos estilos foram inspirados por diversos movimentos revolucionários, como o feminismo, a rebelião hippie, a guerrilha comunista Black Power, etc.

Após isto, o estilo estava aberto a variações anárquicas, e cada estilo de cabelo possível havia sido aceito incluindo o grunge, o visual sujo e muitos estilos andróginos. Em 1990 quase toda mulher – jovem e velha, e inclusive alguns homens – estava colorindo os cabelos.

A falta de oposição ao movimento punk tornou aceitáveis os mais extravagantes cortes de cabelo, como o Moicano, comumente visto em jovens de ambos os sexos nos colégios, e os cabelos azuis, verdes, vermelhos ou violetas agora na moda, especialmente mas não exclusivamente entre as mulheres.

F_064_ButchCorte ‘Machão’ para lésbicas

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Com a legalização dos “casamentos” homossexuais, muitas lésbicas que desempenhavam o papel de “homem” em seus relacionamentos começaram a usar um extremo radical do estilo bob: elas não apenas imitavam os homens em seus cortes de cabelo, mas usavam até mesmo um corte militar ou machão.

Eu ofereço esta breve história da mudança massiva que tomou lugar nos estilos de penteados femininos no século XX com o objetivo de mostrar que todas estas mudanças, começando com o bob, tiveram intenção revolucionária. Estes estilos foram introduzidos com o objetivo de alimentar a revolução feminista, de fazer as mulheres quererem parecer mais com homens no visual e no vestuário, a adotar novas atitudes ousadas e romper com o comportamento feminino tradicional.

Enquanto de início, era a juventude da moda que adotava tais estilos, eles gradualmente entraram nos costumes dominantes. É por isso que você lembra-se de sua avó com cabelo curto e cacheado: ela estava seguindo o estilo daquele momento.

Uma postura contrarrevolucionária

Como uma mulher católica contrarrevolucionária responde a esta revolução nos penteados que começou apenas no século XX? Eu acredito que é bom retornar ao ideal da mulher feminina, e assim os cabelos curtos devem ser evitados, principalmente para as matronas.

 F_064_Inauguration

Rainha Matilde da Bélgica oferece um modelo feminino em sua inauguração Real

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Quando uma mulher encontra um estilo que é adequado para ela – digno e não difícil de manter – ela deve adotá-lo, e não ficar mudando constantemente de acordo com a última moda.

Hoje, de fato a moda tornou-se uma tirana nas vidas das mulheres. Em nossa opinião, cabe a elas romper com esta tirania e prestar menos atenção as “últimas” tendências lançadas pelas estrelas de cinema e top-models, que não são modelos ideais para a mulher católica.

Nós acreditamos que se as mulheres estão avisadas sobre o processo revolucionário dos estilos de cabelo, torna-se mais fácil romper esta tirania da moda e retornar a feminilidade. Vamos olhar para os modelos ideais de feminilidade que mantém o ideal feminino, e, em geral, este ideal inclui cabelo longo para as mulheres.

Esperamos que esta história e esta resposta possam ajudá-lo.

Cordialmente,

escritório de correspondência do TIA

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Original aqui.

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