O risco de usar anti-inflamatórios

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Cuidado com os anti-inflamatórios! Leiam o artigo abaixo e informem-se:

Faz mal para o coração

Trechinho:

“Um levantamento de dezenas de estudos demonstrou que o diclofenaco — princípio ativo dos tradicionais remédios Voltaren e Cataflam — pode aumentar em 40% os riscos de ataque cardíaco e morte súbita. O diclofenaco também é vendido como genérico no Brasil.

A informação alarmante foi divulgada nesta terça-feira pela edição on-line da revista “Nature”. Os riscos cardiovasculares da droga são tão graves quanto os apresentados pelo antiinflamatório Vioxx, retirado do mercado há cerca de dois anos.

A revisão sobre as pesquisas anteriores, publicada no “Journal of the American Medical Association”, analisou 23 estudos que envolveram 1,6 milhão de pacientes.

O diclofenaco é uma das substâncias mais receitadas do mundo.”

 

Cuide de sua saúde!

A Tragédia da Mulher Moderna

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Por Carol Jackson

Traduzido por Andrea Patrícia

stressed woman.

 Se você quiser medir a sociedade moderna em termos de felicidade humana, veja os rostos das mulheres.

A fêmea da nossa espécie é muito mais sensível do que o macho para as coisas do espírito, e tudo o que ela sente, e é, estará escrito em seu rosto após a idade de 25 ou 30 anos. Somos tão conscientes sobre a moda, que raramente sequer olhamos para a alma da mulher moderna, como revelada pelos seus olhos e as linhas de seu rosto. Desta forma, nós deixamos de observar que a maioria das mulheres americanas, aquelas senhoras emancipadas e encantadoras da ficção comercial, ou choram até dormir todas as noites ou estão cedendo à tristeza e à frustração que as envolve.

O Que as Mulheres Querem

A natureza da mulher é um objeto de investigação filosófica e espiritual. Nenhuma pesquisa do Gallup é necessária, ou seria mesmo útil, em descobrir para quê as mulheres são feitas. Elas são feitas como todos os seres humanos (homens incluídos) para Deus, tanto aqui quanto no pós-vida. Mas de uma maneira especial as mulheres estão destinadas ao amor e ao serviço; amor e serviço a Deus, geralmente, na pessoa de outro ser humano. Pode-se afirmar dogmaticamente que a chave do caráter de qualquer mulher, e da sua felicidade ou infelicidade, reside em descobrir quem ela ama, enquanto o homem, com quem ela compartilha em última análise o mesmo destino, é frequentemente apanhado amando um iate ou um carro ou uma corporação.

No que diz respeito aos amores de uma mulher, ela vai ser feliz se eles estiverem corretamente organizados e devidamente correspondidos, e ficará triste se acontecer o contrário. Corretamente ordenado significa que Deus vai ter seu primeiro amor e que todos os seus outros amores serão de algum modo em Cristo. A esta luz pode-se examinar a mulher moderna e ver que a nossa sociedade a traiu em todos os níveis.

A Tragédia do Sacrifício desperdiçado

A tragédia da mulher envelhecendo com filhos adultos, hoje, é a tragédia do sacrifício desperdiçado. No plano de Deus o casamento está destinado a ser o caminho de santificação para a maioria das mulheres, o altar do sacrifício diário facilitado pelo amor. O casamento é um veículo tão natural para morrer para si mesmo que ainda hoje é raro ver uma mulher casada que é egoísta, a menos que ela tenha recusado através da contracepção a frutificação normal do casamento. Uma mulher com uma criança imediatamente assume uma dignidade, uma dignidade que aumenta à medida que a família cresce e os sacrifícios se multiplicam. A mulher normal, seja ela cristã ou pagã, doa-se aos seus filhos antes de si mesma. Eles ficam bem vestidos, enquanto ela fica com as roupas mais surradas, eles frequentam a escola à custa de novo mobiliário ou perfume. A mulher normal nem percebe seus sacrifícios, porque ela ama seus filhos e está rodeada pela necessidade que eles têm dela.

Até agora é tudo parte do plano de Deus. É tudo um prelúdio para a alegria incessante. É uma espécie de estágio no purgatório da vida espiritual para agir como um prelúdio para as alegrias da união com Deus. Uma mulher cristã, enquanto amar seu marido e filhos deve crescer cada vez mais avidamente para aquilo que os psicólogos populares, com sua terminologia tola, chamam de período do “ninho vazio”, quando a casa está deserta e todos os filhos na faculdade ou casados. Ela deve estar ávida, porque ela deve ser muito bem despojada de amor-próprio e pronta para um rápido progresso na vida espiritual, uma vez que ela ficará livre para rezar mais. Ela deveria estar já suficientemente avançada espiritualmente para contar os sacrifícios passados ​​como nada e para esperar que ela possa em breve viver uma vida mais penitencial, a vida frugal simples e contemplativa, do que foi possível com uma família crescendo ao redor. Como as santas rainhas da hagiografia ela deveria estar planejando o serviço pessoal que ela dará ao doente ou ao necessitado quando suas mãos estarão livres para amar a Cristo o quanto puder.

A tragédia da mulher americana de meia-idade a quem Deus quis santificar dessa maneira bate com força total se você ouvir qualquer programa de rádio. Eles representam uma vulgaridade gigantesca, uma indignidade verdadeiramente vergonhosa. Mas um pouco menos vulgarmente a mesma tragédia se estende até os subúrbios mais refinados que desperdiçam seus anos de declínio em jogos de cartas, viagens e fofocas.

Todo mundo colabora para garantir que os anos de sacrifício não frutifiquem. “Agora você pode ter o seu carro novo, fazer uma viagem para Bermudas, pode ter seu cabelo arrumado elegantemente, a máquina de lavar louça mais recente e roupas finas!” gritam os anúncios, destacados pela opinião pública. O que eles realmente estão dizendo é: “Agora que você está, pelo menos, parcialmente despida de amor-próprio, você pode aprender a se amar de novo, de modo que você pode ser capaz de perder a sua alma depois de tudo, e se você não perder sua alma você pode pelo menos ter a oportunidade de passar pelo esvaziamento novamente, e de uma forma muito mais dolorosa, no purgatório”.

[Neste caso] maridos só servem para aumentar a tragédia, embora por outras razões. Devido a um ideal distorcido de amor conjugal (veremos mais sobre isso depois), considera-se hoje que uma mulher deve manter a afeição de seu marido por seus encantos físicos. Como é cruel o caminho do mundo em comparação com o de Deus! No plano de Deus um homem e sua esposa cresceram tanto em unidade espiritual na meia-idade que mesmo a mais bonita secretária de 18 anos de idade, apesar de seus encantos evidentes, não seria suficiente para prender a atenção do marido. No esquema do mundo o amor nunca se aprofunda. É sempre superficial e físico. Isto impõe uma tortura a todas as mulheres de meia-idade cujas cinturas, finalmente, expandem para além de toda repressão e que parecem cada vez mais patéticas em sua obstinação em manter a juventude. Elas devem estar sempre fazendo dieta quando de outra forma (se tivessem alcançando a meta da santidade) estariam em jejum. Elas sofrem duplamente, porque não vai aceitar o sofrimento. Elas são muito mais solitárias por terem se afastado da solidão. O diabo é um mestre de tarefas difíceis.

A Tragédia da Meia-Doação

A tragédia da meia-doação persegue as mulheres solteiras que não são freiras. Talvez a melhor maneira de ver a sua situação esteja dentro de uma perspectiva histórica.

O estado de solteira, estritamente falando, não é natural. É tolerável e significativo (tal como será mostrado) apenas dentro de um contexto cristão onde ele pode ser elevado a um papel sobrenatural. Sociedades pagãs nunca toleraram as mulheres solteiras (como uma classe, isto é, havia casos especiais acidentais). Elas eram pressionadas ao concubinato ou para a prostituição. Um dos efeitos sociais mais notáveis ​​ do Cristianismo foi que proporcionou um status e uma função para as mulheres solteiras. Elas seriam “noivas de Cristo”, mulheres que estariam impacientes para alcançar seu objetivo final do amor divino através do canal intermediário do amor humano e por isso escolhiam uma rota direta da total e imediata doação a Deus, seja em uma vida despojada de tudo exceto as mais básicas atividades necessárias para o bem da contemplação ou no âmbito de uma ordem religiosa dedicada às obras de misericórdia. Como noivas de Cristo, estas mulheres eram capazes de amar tanto quanto possível, e seu amor transbordou em toda a Europa no serviço aos pobres e doentes, aos sem-teto, aos leprosos e aos ignorantes. Paz e alegria caracterizam seus rostos e as pessoas diziam delas, em seguida, como dizem delas agora: “Você nunca pode dizer a idade de uma freira – elas sempre parecem jovens”.

A Reforma Protestante dispensou as freiras, totalmente em alguns países, parcialmente em outros. Mas o protestantismo não conseguiu apagar a memória da liberdade de não se casar, nem o ideal de serviço gratuito nas obras de misericórdia. Os últimos séculos testemunharam a deterioração progressiva da situação da mulher solteira enquanto ela se divorciava progressivamente de seu papel de esposa de Cristo. Nós ainda temos vestígios do fim da fase dessa regressão na “nobre humanitária” senhora solteira que era popularmente chamada de “solteirona”. Denominações populares são geralmente pouco precisas, até mesmo cruéis. Ninguém jamais teria chamado uma freira de solteirona. Foi a solteirona secular que murchou, porque ela não poderia amar plenamente nem dar-se em serviço totalmente. E agora vemos a decadência final de meia-doação. Professoras, enfermeiras e assistentes sociais, divorciadas de Cristo, exceto acidentalmente (onde elas são piedosas por um lado, mas não veem Cristo no paciente ou aluno ou cliente, ou se elas veem são apanhadas em um sistema que não corrobora a sua descoberta), estão doentes de meia-doação, de ter vidas solitárias, e estão cedendo ao egoísmo. Elas estão todas pedindo mais dinheiro, não sabendo que a sua frustração vem de outra fonte e que elas estão saltando da infelicidade à ruína.

Garotas de carreira

Garotas de carreira são outra faceta do problema da mulher solteira, descendendo em uma linha indireta por meio da emancipação da mulher. Elas não são totalmente o ponto final da freira secularizada, mas são apanhadas em igualdade com a esposa descontente. Sem traçar sua ascendência em detalhes, vamos examinar a sua situação presente.

Pode-se dizer categoricamente que a garota de carreira não pode ser feliz (isto é como uma garota de carreira – ela pode acidentalmente sentir-se realizada porque sua carreira é secundária para o apoio de uma velha mãe ou um irmão que estuda para o sacerdócio, ou porque ela só trabalha por pouco tempo e acha emocionante). Você só tem que fazer uma pergunta para ver por quê. Uma garota de carreira ama a quem? Como mulher, ela deve amar alguém totalmente.

Ela não ama a Deus, não o suficiente de qualquer maneira. É aparente, por definição. Uma garota de carreira é aquela que está forjando um lugar para si no mundo dos negócios, no governo, nas artes – em alguma atividade secular. Ela não envolve uma dedicação religiosa. Deus, então, está fora como o senhorio de sua vida.

A maioria das garotas de carreira tenta ir contra sua natureza. Elas fingem que podem ser como os homens, impessoais e objetivas, felizes na busca das coisas. Se elas têm casos amorosos tentam fazê-los parecer casuais, como se seus corações não estivessem envolvidos. Quanto mais brilhante for a carreira de uma mulher (aos olhos do mundo) mais a própria mulher está apta a ser distorcida, infeliz e neurótica.

Depois, há uma multidão de garotas de carreira que amam seus chefes, consciente ou inconscientemente, moralmente ou imoralmente, com efeitos de destruir um lar ou não. Não é próprio da mulher se entregar no total do serviço e dedicação à Empresa de Picles ou Ferraduras Nacionais, Inc., sem ter um apego pessoal envolvido. O negócio tende a explorar esse fato, porque é interesse da empresa ter trabalhadores dedicados, e se uma sala cheia de garotas vai ser convidada para trabalhar até mais tarde noite após noite, é útil ter um gerente de pessoal bonito. A situação é especialmente grave no caso das secretárias tão apropriadamente chamadas de “esposas de escritório”. Noite após noite, de costa a costa, o importante Mr. Jones deixa o cargo antes do tempo para o golfe e, em seguida, coquetéis e jantar, enquanto Mary Jane Smith trabalha até às 8 horas da noite arrumando a correspondência. Muitas vezes ela não sabe por que ela faz isso, e na maioria das vezes também Mr. Jones é obtuso o suficiente para aceitar o sacrifício sem perceber seus efeitos desorientadores sobre a vida de Mary Jane.

A única maneira de uma garota de carreira determinada escapar dos distúrbios emocionais que a afligem é dar todo seu amor a alguém cujos interesses são idênticos aos dela própria, isto é, ela mesma. É desnecessário dizer que o amor-próprio é a destruição definitiva do eu, mas aparentemente liberta as pessoas de serem magoadas por outros (a pessoa que você ama sempre tem o poder de feri-lo). Quando uma mulher de carreira, portanto, “libera” a si mesma, amando apenas a si mesma ela torna-se uma criatura cruel que aterroriza todos ao seu redor. Um homem calejado, buscando dinheiro ou poder, é quente e humano, por contraste. E, desnecessário dizer, tal mulher está em um estado muito mais perigoso no que diz respeito a sua alma, do que a secretária a quem ela estressa e a operadora de máquina que é secretamente apaixonada pelo chefe do arquivo.

A Apóstola Leiga

As mulheres solteiras devem novamente voltar-se para Cristo com amor e serviço total. É fácil dizer que elas deveriam se casar ou entrar para o convento, mas essa muitas vezes não é a resposta. Também não é a resposta para elas continuar o seu rumo secular e acumular novenas ao lado. Hoje a resposta para o problema da garota solteira é geralmente o apostolado dos leigos, alguma forma de Ação Católica, que lhe dará uma vida centrada em Cristo e uma função muito importante dentro do quadro de vida contemporâneo. Para onde quer que as meninas voltem-se para alguma forma vital de apostolado, as marcas de frustração, neurose, solidão e infelicidade de fato começam a desaparecer. A vida não é realmente tão difícil como parece. O caminho de Deus é fácil e inclui todos.

A Tragédia da União Superficial

A tragédia da mulher casada hoje pode ser atribuída a um mal-entendido sobre a natureza do amor humano. Nós somos feitos, diz a Igreja, à imagem e semelhança de Deus. O mundo moderno contradiz isto: Nós somos feitos, diz, à imagem e semelhança de animais. A união de um homem e uma mulher em casamento, diz a Igreja, é análoga à união de Cristo e Sua Igreja e só pode ser compreendida sob esta luz. É uma união espiritual, expressa através da união dos corpos. A união do homem e da mulher no casamento, diz o mundo, é como o acasalamento de animais, ao qual está ligado um pouco mais de delicadeza e racionalização, porque somos animais superiores.

Então o mundo prepara os jovens para o casamento, ensinando-lhes fisiologia e técnicas de fazer amor, e envia-os para o casamento (armados com dispositivos contraceptivos) fisicamente maduros, mas espiritualmente infantis.

À medida que o relacionamento conjugal se torna (como deve) cada vez mais intolerável, o editores arrotam uma montanha de livros, dando mais instruções sobre a arte do erotismo, e, finalmente, a sociedade pastoreia os parceiros lesados ​​isoladamente para o divã do psicólogo, e para o divórcio.

Na prática não há tal coisa como incompatibilidade sexual. A raiz do problema é a falta de harmonia espiritual, e por trás disso um desenvolvimento espiritual deficiente ou uma completa ausência de orientação espiritual. Desse jeito como o casamento poderia ser bem sucedido?

Mas voltemos à mulher casada. Ela tem que amar alguém totalmente. A quem ela ama? Ela deve, é claro, amar a Deus e seu marido como intermediário de Cristo, mas na maioria das vezes ela não faz isso.

Há uma tendência natural para as mulheres a amarem seus maridos como se seus maridos fossem Deus, como se eles fossem de fato fim último da mulher. Isto é devido à grande necessidade da mulher para amar e doar-se totalmente e isso sempre leva ao desastre. Se o marido torna-se seu deus a mulher torna-se subordinada a ele de forma desastrosa. Ela toma seus padrões a partir dele (o que é bom é o que o agrada, o que é ruim é o que ele não gosta), enquanto que ela deve ser o membro da família que preserva os padrões morais que vêm de Deus. Toda a sua felicidade depende dele, e ele muitas vezes é um espécime bem pobre. Ela fica com ciúmes, ela exige muito mais dele em tempo e atenção do que ele quer dar. Eventualmente, o marido será incapaz de tolerar esse culto não natural, acompanhado como geralmente é pelas lágrimas frequentes e explosões emocionais, e a mulher será levada a um colapso nervoso. Ou então ela vai descobrir em um golpe devastador que seu deus é um ídolo de barro e ficará tão desiludida que passará a odiá-lo.

Se uma mulher não ama a Deus acima de tudo, e não há possibilidade de adorar seu marido, há sempre a possibilidade de um bruto apego excessivo aos seus filhos. Sob o pretexto de solicitude materna uma vasta multidão de mulheres está buscando autossatisfação em seus filhos, fazendo com que estes fiquem muito dependentes delas e roubando de suas filhas as vidas reais delas. Há evidência suficiente desse tipo de coisa então não é preciso nenhuma elaboração aqui.

Ou a mulher casada, como a mulher solteira, pode amar a si mesma. Todos os amores se reduzem, ao final, ao amor-próprio ou o amor de Deus, mas aqueles que amam a outro durante a sua vida ainda não se firmaram no amor-próprio, mesmo que não tenham atingido a Deus. Amor-próprio determinado, premeditado, como na garota recém-casada que adora roupas excessivamente e não quer filhos, é como uma autocondenação prematura. É como fazer a escolha final entre Deus e si mesma bem no começo da vida.

O Novo Paganismo

O paganismo sempre foi marcado pela degradação das mulheres. Seja na Atenas culta ou na Índia Hindu ou na China antiga ou moderna, você vai procurar em vão pelo respeito às mulheres com que o Cristianismo marcou a sociedade ocidental. A degradação assume duas formas: as mulheres são reduzidas ao trabalho escravo e a objetos de prazer. Estamos voltando ao paganismo com passos cada vez mais rápidos na nossa sociedade, e, novamente, isso é marcado pelos dois sinais de degradação da mulher.

O movimento de emancipação terminou na escravidão das mulheres. As miríades de garotas de escritório e de fábrica, arregimentadas, despersonalizadas, com cada gesto seu prescrito e tabulado, são os exércitos de escravas em quem o novo paganismo está sendo construído. Superficialmente, não parece assim porque, para o momento, pelo menos, encorajamos as nossas novas escravas a vestirem-se como estrelas de Hollywood e a apaziguar o seu apetite pela vida com a emoção vicária do cinema, do rádio e dos romances. Nós até as pagamos bem, mas faz um quarto de século desde que Belloc lembrou-nos que escravidão é escravidão ainda mesmo que seja bem paga – e acolchoada com aparelhos de televisão e sundaes de chocolate.

A derrocada moral, além do divórcio, do controle da natalidade e de outras medidas “iluminadas”, resultou na redução das mulheres a uma pseudo-prostituição, cujo símbolo é o título de loba (que tantas pobres mulheres ignorantes acham que é lisonjeiro).

É nessa atmosfera, nesta situação pós-cristã, que a jovem de hoje surge a partir da adolescência. Para ela vai ser como começar tudo de novo na obra para a emancipação verdadeira que Cristo veio trazer para ela. Ela já não pode mais espremer os últimos resíduos da felicidade e dignidade deixada por uma cristandade residual, mas tem que forjar um novo caminho da maneira das Santas Agatha e Agnes. Mas não exatamente do jeito delas porque eram solitárias mártires cristãs desafiando os pais mundanos e uma sociedade pagã. A garota católica moderna tem a oportunidade de se unir a uma infinidade de outros no apostolado dos leigos, não tanto para desafiar uma autoridade inevitável e sofrer a morte (através do apostolado dos leigos), mas para aproveitar o que essa liberdade de ação proporciona para levar Cristo, a pureza e a felicidade a uma geração mais jovem despossuída cujos mais velhos já não acham por bem passar o seu Cristianismo residual. Mas, como os primeiros mártires, as jovens mulheres de hoje podem muito bem ser repudiadas e expulsas pelos pais materialistas.

Não Menos Amor, Mas Mais

Existe apenas uma resposta para a tragédia das mulheres que estão transformando a sociedade moderna num vale de lágrimas: ordenação e aumento de seu amor. É patético ver as falsas soluções que [os editores das] revistas populares oferecem às mulheres cujos problemas muitas vezes veem muito claramente, e cuja infelicidade certamente não escapou a eles (como não tem as potencialidades de explorá-los com fins lucrativos). Como eles podem dar nada a não ser remédios superficiais? Como eles podem sugerir qualquer coisa, exceto o que pode aliviar a dor (por vezes à custa da virtude)? Jogo de cartas não é remédio. Helena Rubinstein não detém a chave da felicidade. Um vestido novo não vai trazer felicidade. Nem um caso, um aumento, um cruzeiro ou um bom livro fará isso.

Ao contrário do marido indiferente, Cristo acolhe o amor e a devoção total, e retribui mil vezes. Ao contrário das crianças, Cristo não diminui seu desejo pela nossa afeição. Ao contrário do mundo, Cristo nos perdoa, não importa o quão baixo nós caímos. Ele pode purificar o impuro, como Ele aperfeiçoou a mulher apanhada em adultério.

O fato central do caso é que as mulheres precisam amar muito e só há uma pessoa que elas podem amar de forma segura e satisfatória: Cristo. E quanto mais desordenado forem os seus amores atuais, mais sincera terá de ser a sua conversão ao amor de Cristo.

Não há remédio para a tragédia da mulher moderna, exceto Cristo, e onde Cristo é apresentado todos os relacionamentos humanos começam imediatamente a se endireitar.

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Reimpresso da revista Integrity. Carol Jackson Robinson (1911-2003) escreveu numerosos panfletos, livros e artigos. Ela foi fundadora e editora do influente jornal católico Integrity.

My Life with Thomas Aquinas(disponível em Angelus Press) é uma coletânea de seus artigos publicados naquela revista. Este artigo é uma amostra da seleção do quarto volume da série Integrity, publicado em meados de 2008 por Angelus Press.

Original aqui.

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