Para Inspirar Amor: Um Retorno à Modéstia

Por Edward P. Sri

Traduzido e adaptado por Andrea Patrícia

Será que realmente importa o que uma mulher opta por vestir?
 

Em nosso mundo pós-revolução sexual, vestidos provocativos, mini-saias, biquínis minúsculos, calças de cós baixo e blusinhas decotadas tornaram-se parte do vestuário mainstream para as mulheres de hoje. E qualquer um que possa levantar questões sobre a conveniência de se vestir, é visto como “rígido”, “antiquado”, ou “desconectado” com o estilo moderno. Modéstia não é mais uma parte do vocabulário da nossa cultura. Embora a maioria das pessoas sinta que não querem que suas filhas se vistam como Madonna e Britney Spears, poucos têm a coragem de abordar o tema da modéstia, e ainda menos saberiam o que dizer se tivessem fazê-lo.

João Paulo II – então Karol Wojtyla – em seu livro Amor e Responsabilidade, oferece muito da sabedoria que é necessária sobre a natureza de modéstia e de como se vestir modestamente é fundamental para fortalecer nossas relações com o sexo oposto.
 
A experiência do pudor

Wojtyla começa a tratar sobre a modéstia com uma explicação de uma experiência humana comum: pudor. O pudor envolve uma tendência para esconder algo – e não apenas coisas más, como pecados, fraquezas e momentos embaraçosos, mas também coisas boas que desejamos para não ficarmos expostos. Por exemplo, alguém que faz uma boa ação pode preferir que sua ação passe despercebida. Se ele é cumprimentado publicamente, pode sentir-se envergonhado, não porque fez algo ruim, mas porque não queria chamar a atenção para a sua ação. Do mesmo modo, uma aluna que recebe notas altas em um exame pode se sentir constrangida quando o professor a elogia na frente de toda a classe, pois ela desejava partilhar sua boa nota apenas com seus amigos mais próximos e familiares. Há muitas coisas boas que desejamos manter ocultas dos olhos do público, e nós sentimos vergonha se elas são trazidas à tona.

Isso nos ajuda a compreender uma das experiências mais poderosas da vergonha: o pudor sexual. Por que os seres humanos tendem a ocultar as partes do corpo associadas com a sexualidade? Por que os homens e mulheres instintivamente cobrem-se rapidamente se alguém do sexo oposto acidentalmente caminha perto deles enquanto eles estão mudando suas roupas ou indo ao banheiro? Wojtyla explica que essa tendência a ocultar as partes do corpo que fazem tanto os do sexo masculino quanto os do feminino não é em si a essência do pudor, mas uma manifestação de uma profunda tendência para esconder os próprios valores* sexuais, “especialmente na medida em que estes constituem na mente de uma pessoa em particular ‘um objeto potencial de prazer’ para pessoas de outro sexo” (p. 176).

Por exemplo, uma mulher pode sentir instintivamente que, se determinadas partes do corpo estão expostas, um homem pode vê-la apenas por seu valor sexual como um objeto de prazer. Na verdade, essas partes específicas do corpo dela revelam seus valores sexuais tão poderosamente que um homem pode ser tragado principalmente não por seu verdadeiro valor como pessoa, mas pelos valores sexuais dela que lhe dão prazer sensual quando a vê e em sua imaginação.

É por isso que temos a tendência de velar os valores sexuais relacionados com partes específicas do corpo – não porque eles são maus, mas porque eles podem ocultar o maior valor da pessoa. Wojtyla, assim diz que o pudor sexual é “uma forma natural de autodefesa para a pessoa” (p. 182). Ela ajuda a impedir que a pessoa seja tratada como um objeto de prazer. Assim, a ocultação de valores sexuais através da modéstia no vestir se destina a fornecer a arena em que algo de muito mais do que uma mera reação sensual pode ocorrer. A modéstia no vestuário ajuda a proteger as interações entre os sexos para que não caiam no utilitarismo, e assim cria a possibilidade do amor autêntico pela pessoa se desenvolva.
 
 
Pudor Absorvido pelo Amor

Vestir-se imodestamente impede as possibilidades de desenvolver o verdadeiro amor, pois chama a atenção para seus valores sexuais, de tal forma que ofusca o seu valor como pessoa.

Agora dentro do contexto do amor entre desposados – uma madura auto-entrega de amor entre marido e mulher – não há mais nenhum motivo para vergonha. O amor verdadeiro garante que as experiências sentimentais e sensuais “são imbuídas da afirmação do valor da pessoa, de tal forma que é impossível para a vontade considerar o outro como objeto de uso” (pp. 183-84). Cada pessoa tem plena confiança no amor abnegado do outro. Cada um deles tem total confiança de que eles não são tratados simplesmente como um objeto para o prazer da outra pessoa. Daí, o seu gozo emocional e sensual se baseia em plena doação de amor e em um profundo senso de responsabilidade para com a outra pessoa.

A necessidade de pudor foi absorvida pelo amor maduro por uma pessoa: não é mais necessário para um amante esconder da amada ou de si mesmo uma disposição para desfrutar, uma vez que esta tenha sido absorvida pelo amor verdadeiro governado pela vontade. A afirmação do valor da pessoa permeia tão completamente todas as reações sensoriais e emocionais relacionadas com os tesouros sexuais que a vontade não é ameaçada por uma perspectiva utilitarista. (p. 184)

Este tipo de confiança, no entanto, só pode ser encontrado por completo no amor entre desposados. Somente em um casamento saudável, próspero, a vergonha é absorvida pelo amor dessa maneira. É por isso que nós queremos nos vestir modestamente, quando estamos com os membros do sexo oposto com quem não somos casados. Fora do contexto do amor entre desposados, temos de ter cuidado com o descerramento dos valores sexuais, ou então nós estaremos entregando para sermos usados pelo sexo oposto.
 
 
Evitando Ser Tratada Como Objeto

Agora estamos preparados para explorar os três aspectos do pudor sexual apresentado por Wojtyla. Nós já tocamos no primeiro aspecto – como o pudor nos leva a ocultar valores sexuais para que eles não produzam uma reação meramente utilitária na outra pessoa. A mulher deve querer evitar se vestir de uma maneira que, deliberadamente, chame a atenção para seus valores sexuais e obscurece o seu valor como pessoa. Certos tipos de roupa (ou falta dela) obrigam a obter uma reação sensual que a coloca em posição de ser tratada como um objeto de prazer.

Em outras palavras, uma mulher vestida indecentemente pode deliberadamente provocar uma reação sexual ao seu corpo. E ela pode atrair os homens que vejam seu corpo como um objeto de prazer. Mas ela não inspira os homens a amá-la como uma pessoa.

Mas aqui algumas mulheres podem opor-se: “Por que é minha responsabilidade vestir-me modestamente? Se um homem luta com pensamentos lascivos, isso é problema dele, não meu.” Mas esta oposição erra a proposta de Wojtyla. O propósito da modéstia não é apenas o de ajudar a impedir os homens de tropeçar em pensamentos impuros. A modéstia do vestuário tem por objetivo principal proteger a própria mulher. Ela ajuda a evitar que a mulher seja tratada como um objeto de prazer sexual.

Wojtyla oferece duas informações importantes que ajudam a dar sentido a isso. Por um lado, devemos lembrar que somos seres humanos decaídos. Assim, não é fácil para nós evitar uma atitude utilitarista quando vemos o corpo do sexo oposto. A atitude de “eu não deveria ter que me preocupar sobre como eu me visto – que é o problema do homem”, ingenuamente, não leva a sério o pecado original. Como explica Wojtyla, “o homem, infelizmente, não é um ser perfeito cuja visão do corpo de outra pessoa… pode despertar nele apenas um gosto desinteressado que se desenvolve em um afeto inocente. Na prática, também desperta a concupiscência ou o desejo de desfrutar concentrado nos valores sexuais sem ter em conta o valor da pessoa” (p. 190). Como resultado do pecado original, a vontade humana “também aceita prontamente a reação sensual e reduz a outra pessoa… ao papel de um objeto de prazer” (p. 191). E quando tal acontece, Wojtyla chama isso de “despersonalização pela sexualização.” A mulher não é vista por quem ela é como pessoa. Ela é reduzida a um objeto potencial para o prazer sexual. A modéstia do vestuário ajuda as mulheres a evitar que sejam despersonalizadas desta forma.

Por outro lado, Wojtyla continua a lembrar-nos que os homens lutam com a sensualidade muito mais do que as mulheres. Portanto, não é surpreendente que as mulheres possam ter dificuldade em compreender o que realmente constitui um vestido modesto, pois a sensualidade não é tão forte nelas quanto é nos homens. “Como a mulher não encontra em si a sensualidade que o homem como regra não pode deixar de saber que possui, ela não sente uma necessidade tão grande de esconder ‘o corpo como um objeto potencial de prazer’“ (p. 177). Conseqüentemente, muitas vezes as mulheres não percebem que certo modo de vestir ou agir pode realmente ser imodesto. E elas podem não ter absolutamente nenhuma idéia de que a maneira como se vestem pode estar colocando-as na posição de serem vistas pelo homem como meros objetos de prazer sexual. “Muitas vezes, a mulher não considera a maneira particular de se vestir como despudorada… embora alguns homens, ou mesmo muitos homens, podem achar que é assim “(p. 189).
 
Escondendo nossas reações

O segundo aspecto do pudor sexual é a sua tendência a esconder as nossas próprias reações utilitárias ao sexo oposto quando nós os tratamos como objetos para nossa diversão. Nós percebemos que a pessoa humana não é um objeto de uso, e nós sentimos vergonha se tratamos as pessoas dessa maneira em nossos olhares, pensamentos ou imaginação. No fundo, o homem sente, “eu não devo tocá-la, nem mesmo com um desejo profundamente escondido para desfrutá-la, pois ela não pode ser um objeto de uso” (p. 180).

Considere o que muitas vezes acontece quando um homem está olhando para uma mulher com intenção impura e ela percebe isso. Tão logo é capturado, ele rapidamente tira os olhos dela porque sente vergonha do que estava fazendo. Ele não quer que sua atitude utilitária em relação a ela seja exposta. Ele sabe que não deve tratar uma mulher desse jeito e imediatamente olha para longe.
 
 
Inspirando Amor

O aspecto mais importante do pudor sexual é a sua ligação com o amor. Em última análise, a modéstia procura inspirar amor – o amor verdadeiro à pessoa, não apenas uma reação sexual ao corpo de uma mulher. É profundo no coração de uma mulher o desejo de inspirar e experimentar o amor. Assim, uma mulher deve se vestir de maneira que inspire amor por ela como uma pessoa. Mas se vestir indecentemente dificulta as possibilidades de desenvolver o verdadeiro amor, pois chama a atenção para seus valores sexuais, de tal forma que ofusca o seu valor como pessoa. Em outras palavras, uma mulher pode se vestir indecentemente para deliberadamente provocar uma reação sexual ao seu corpo. E ela pode atrair os homens para que vejam seu corpo como um objeto de prazer. Mas ela não inspira os homens a amá-la como uma pessoa.

Aqui vemos que a modéstia do vestuário é sobre muito mais do que ajudar os homens a evitar cair em pecado. E não é simplesmente um “reflexo defensivo” protegendo as mulheres de serem usadas. No final, a modéstia é sobre inspirar uma reação ao valor da pessoa – não apenas aos seus valores sexuais. Como Wojtyla explica, “modéstia sexual não é uma fuga do amor, mas, ao contrário, a abertura de um caminho para isso. A necessidade espontânea para ocultar valores meramente sexuais ligados à pessoa é o caminho natural para a descoberta do valor da pessoa enquanto tal “(p. 179).

O Autor:
 
Dr. Edward (Ted) Sri é professor adjunto de Teologia no Colégio Beneditino em Atchison, KS, e colaborador freqüente do Lay Witness. Edward Sri é o autor do Mystery of the Kingdom, The New Rosary in Scripture: Biblical Insights for Praying the 20 Mysteries. Seu livro mai recente é a Queen Mother baseado em sua dissertação de doutorado e que está disponível na Benedictus Books.

Original aqui.
Notas da tradutora:
*O autor usa o termo “values” que foi traduzido por “valores” na língua portuguesa. Ele usa o termo “valor” referindo-se ao tesouro, àquilo que temos de precioso, como algo muito estimado que deve ser guardado.

23/11/2009. Tags: , . artigos, comportamento, modéstia. Deixe um comentário.

Noivas Modestas II

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Mais fotos de belos modelos de vestidos de noiva.

Algumas meninas reclamam que há somente modelos sem alças no mercado. Então para aquelas que querem se casar modestas, mas só têm encontrado vestidos deste tipo, vejam como  um tomara-que-caia pode ser adaptado com uma bela renda:

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Inspirem-se!

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21/11/2009. Tags: , . Noivas, vestidos. 3 comentários.

Visuais inspiradores: Adele

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Adele é uma cantora britânica que está fazendo suceso por aí. Nunca ouvi nenhuma música dela, depois vou procurar conhecer algo do seu trabalho. Por agora quero deixar aqui algumas fotos dessa garota para inspirar vocês.


Algumas roupas aqui mostradas podem ser adaptadas para que fiquem modestas. No caso dos decotes, basta subir um pouco mais ou usar camisetes por baixo. O que eu quero é mostrar aqui no Maria Rosa mulheres de vários tamanhos, para que todas as possam se inspirar!

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Uma graça!

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21/11/2009. Tags: , , , , . beleza, vestidos, visuais. Deixe um comentário.

Tudo azul no tapete vermelho

Tudo azul no tapete vermelho! Ao menos para Mischa Barton e Davina McCall que apareceram este ano no British Academy of Film and Television Awards (BAFTA), usando longos azuis.

Mischa, usando um modelo de Osman Yousefzada:

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Davina usando um modelo da Liberty:

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Adorei os tons de azul dos dois e a cor do sapato da Davina. Quanto a Mischa, aquele colar tribal é um pouco demais para mim, mas dependendo da ocasião, da mulher, da cultura e do ambiente, pode funcionar. Eu usaria um mais discreto.

E aí meninas, qual o preferido? Usariam algum deles?

vida

20/11/2009. Tags: , , , , , . Tapete Vermelho, alta-costura, vestidos. 2 comentários.

Apostolado Moda e Modéstia e o modo católico de vestir

por Luciana Lachance, do Acarajé Conservador

vida

Antes de apresentar e falar um pouco sobre o Apostolado Moda e Modéstia, gostaria de convidar a todos a fazer uma reflexão: há alguma importância no modo como nós católicos nos vestimos – e se há, eu mesmo me visto de maneira que corresponda à essa importância? Começo com este questionamento pois existe uma estranha convicção de que católicos podem usar todo e qualquer tipo de roupa, e que o catolicismo não se preocupa com essas questões. Desse modo, independente do que nós conheçamos sobre o que a Igreja diz acerca disso, o bom senso ainda é capaz de nos apontar que atualmente a extensa maioria dos católicos não dá importância ao que veste. Com isso quero dizer que vivemos, ironicamente, num paradoxo: de um lado, compramos a idéia de que nenhuma roupa nos é proibida, de outro, quando questionados, quase sempre afirmamos que o vestir tem importância para o católico. Procurarei demonstrar um pouco essa situação na Igreja, e em seguida, oferecer caminhos para aqueles que desejam deixar o paradoxo.

A situação na Igreja

Em primeiro lugar, é preciso reconhecer a crise moral que o mundo atravessa hoje; em segundo, esta crise não pode ser distinta da crise da Igreja. Há, portanto, todo um processo revolucionário que visa desestabilizar e desconstruir os valores morais, que em última instância remontam sobre a metafísica ocidental, ou seja, o Deus cristão, representado pela Igreja Católica. Não é preciso ser um estudioso ou teólogo para perceber que há uma certa mudança das mentalidades e das tendências em todos os aspectos (religião, família, comportamento, política, etc.), e o mais interessante é nos determos sobre estas mudanças no plano religioso e notar o quanto elas corroboram para a idéia de uma crise na Igreja: padres que não crêem no inferno, outros que ensinam que independente de religião todos já estão salvos, religiosos que promovem aborto e homossexualismo, teólogos da libertação, progressistas, igrejas-galpão, hábitos abolidos, declínio da devoção mariana, desaparecimento das imagens sacras dos templos, etc. Ter domínio disso é de extrema importância para não começarmos a julgar as moças católicas que se vestem de maneira impudica na missa como únicas responsáveis pela decadência moral da paróquia. Outra coisa que devemos ter domínio é que aquilo que consideramos inadequado também passou por uma revolução, daí depreendemos a facilidade que temos em apontar o top e a mini-saia como impróprios para mulheres católicas, mas não apontamos como impróprias as calças e as blusas cavadas que constantemente mostram a barriga, as costas e parte dos seios (e que também fizeram, um dia, parte da revolução).

Apostolado Moda e Modéstia

Dito isto, podemos nos voltar para a idéia apresentada no primeiro parágrafo: a de que o catolicismo não se preocupa com o modo como os seus fiéis se vestem. À primeira vista podemos olhar para um apostolado chamado Moda e Modéstia e questionar se de fato a moda merece tanta atenção assim, e se esta moda se refere a uma moda especificamente católica, como se vê em diversas seitas protestantes em que as mulheres se vestem praticamente uniformizadas (nosso primeiro olhar recai sobre a mulher, mas para o homem também é importante o modo de vestir e de se comportar). De fato o Apostolado Moda e Modéstia refere-se, sobretudo, à virtude da modéstia, que é a virtude que diz respeito a como o católico deve refletir a Deus no seu modo de ser, vestir e agir; sendo assim, trata-se de um valor imutável e transcendente, ao passo que a moda é temporal, fugaz e tendenciosa. Nesta visão, não há uma moda católica, mas uma compreensão de que, através da modéstia, somos capazes de escolher com responsabilidade o que (na moda) representa um verdadeiro modo de ser católico. Ora, esse apostolado poderia chamar-se simplesmente Modéstia Católica, mas o fato de que justamente se chama Moda e Modéstia reflete o estado agonizante em que se encontra o modo de se vestir da mulher católica; e o objetivo do apostolado é elevar a consciência dessa mulher de seu papel na sacralização do mundo. É principalmente a moda – como mostra o trabalho do M&M – que vem atacando a virtude da modéstia, de modo que a mulher não pode vestir uma roupa justa sem que seu andar se modifique, seus gestos, sua fala, e em suma toda a sua psicologia seja alterada. O apostolado criado por Julie Maria ressalta que sua maior meta é a “revalorização da dignidade e vocação feminina e a evangelização da família, onde a mulher – como mãe e esposa – tem um papel essencial e insubstituível”. Julie Maria, que é mestre em Ciências da Família, estudou também Ética Sexual Católica e Teologia do Corpo. Apostolados e movimentos análogos, assim como áreas de estudos nas universidades católicas, vêm surgindo em todo o mundo, baseados nos ensinamentos do Magistério da Igreja, mostrando a relevância do assunto. Pio XII, na tese do Consecratio Mundi, diz que é papel do leigo sacralizar o mundo, e não apenas viver o catolicismo dentro do templo. O católico precisa ser católico todo o tempo, na faculdade, no trabalho, nas escolhas. Sacralizar o mundo significa levar a Igreja Católica em toda parte que se vá, e não transformar a si mesmo naquilo que o ambiente pede.

Caminhos para deixar o paradoxo

Vimos que o paradoxo consiste em reconhecer a importância do vestir para sermos bons católicos e, ao mesmo tempo, viver a incoerência no nosso modo de vestir. Mas não podemos deixar o paradoxo se não formos capazes de compreender esta incoerência. Como saber se eu, seja homem ou mulher, me visto de forma inadequada? Se não vamos propor aqui uma uniformização, devemos levar em conta o que a Igreja nos ensina, sempre ressaltando o que há de sadio na cultura na qual estamos inseridos. Deste modo, se dizemos que a Igreja ensina que o homem não deve adquirir costumes de mulher no seu modo de vestir, estamos dizendo que é ilícito para este homem usar maquiagem ou brincos, deixar o cabelo longo ou usar saias. Não cabe, portanto, reivindicar que os índios usam “piercings” e fazem tatuagem, ou que os escoceses usam saias – com o risco de cair no ridículo usando tais argumentos. O mesmo vale para as mulheres: na maior parte da cultura ocidental o costume de usar calças tem menos de 100 anos, e surgiu como uma revolução nas tendências, em muito ligado com a causa do feminismo, que quis igualar em tudo a mulher ao homem. Não se trata apenas de uma mudança, mas uma mudança violenta, cujas conseqüências foram desastrosas.

Dando meu testemunho, sei que é muito difícil reconhecermos em nós mesmos nossos equívocos e deficiências no modo de vestir. Minha mudança no guarda-roupa começou há pouco mais de um ano, e ainda não está terminada. Esta mudança partiu de uma necessidade de seguir mais fielmente a Igreja, cujos alicerces principais foram a devoção a Nossa Senhora e a amizade com a TFP Fundadores. Como leiga, participo de grupos da Igreja, tenho vida de oração, etc., mas compreendi que para sacralizar o mundo, como nos pede o papa Pio XII, deveria ser testemunho vivo da minha fé, ainda que não pudesse falar, ainda que fosse simplesmente à padaria. Nisto não está apenas a identificação da igreja a que pertenço (pois isto poderia se resolver com qualquer camiseta estampada com a imagem de Nossa Senhora ou com um crucifixo pendurado no pescoço), mas o valor que esta Igreja reconhece em mim enquanto mulher, e como Nossa Senhora, Rainha do Céu, representa a humildade em tudo, a ponto de suas escravas refletirem a Sua dignidade.

Acima de tudo, como afirmou Julie Maria acerca da missão do seu apostolado Moda e Modéstia,não existe mudança autêntica de guarda roupa se ela não é fruto de um encontro com Cristo, de um grande desejo de amá-Lo, de brilhar como luz no mundo refletindo a Luz e a Beleza que vem de Deus. É ilusão pensar que uma mudança superficial de roupa possa mudar o coração humano.” Devemos, honestamente, nos perguntar se a nossa imagem corresponde a um verdadeiro encontro com Jesus Cristo e Sua Santa Mãe; se ao escolhermos a calça de cintura baixa, a blusa de costas nua, ou o vestido que mostra parte das coxas, estamos de fato escolhendo o evangelho e a vida dos Santos. Devemos nos questionar se o modo como nos vestimos não interfere verdadeiramente em nossas relações pessoais, as pessoas que temos amizade, quem escolhemos como companheiro(a), e se temos um namoro católico (puro, piedoso, virginal). Pensemos em Jacinta – uma das pastoras que viram Nossa Senhora de Fátima – quando disse, ao ver uma mulher usando decote nos seios (moda de 1917, vale frisar), que esta não sabia o mal que estava fazendo e o quanto isso desagradava a Nossa Senhora e seu Filho. Ora, sabemos que Deus é imutável. Estaria Deus, portanto, diferente hoje, porque a moda é outra?

Conheçam o Apostolado Moda e Modéstia: http://modaemodestia.wordpress.com/2009/08/16/apostolado-moda-e-modestia/

Poderíamos apontar, de acordo com o Magistério da Igreja, estas modas impróprias:

Em contrapartida, apontamos algumas opções da moda modesta:

Fonte: Acarajé Conservador

Os grifos são meus.

vida

20/11/2009. Tags: , , , . artigos, comportamento, espiritualidade, modéstia, roupas. Deixe um comentário.

Visuais inspiradores: Kerry Washington

Kerry flowered dress

Alguns belos visuais da atriz Kerry Washington.

Escolhi algumas imagens onde ela parece como modelitos bonitos, para todos os gostos. Algumas roupas podem ser adaptadas, algumas saias mais alongadas para ficarem mais modestas.

Eu usaria algumas coisas e outras não. Mas se algumas coisas podem não agradar a mim, pode agradar a alguma de vocês.

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19/11/2009. Tags: , , , , . Tapete Vermelho, estilo, roupas, visuais. Deixe um comentário.

A modéstia nos decotes

blusinha lacinho vermelha

Na caminhada rumo à modéstia há várias questões que ficam “martelando” na cabeça da gente. Quero ir aos poucos conversando com vocês sobre cada uma delas, deixar aqui minhas considerações e meditações para que vocês também possam pensar no assunto e quem sabe possamos trocar idéias.

Quando eu comento sobre a importância do tamanho do decote, as pessoas podem se perguntar: “Porque devemos ter cuidado com os decotes?”.

Porque quando estes são grandes (cavados, profundos), quando ultrapassam muito da cavidade da garganta (aquela cova que nós temos bem em cima do tórax, na parte de baixo da garganta mesmo), terminam por expor mais do que deveria ser exposto. Por exemplo, ao abaixar para pegar algo no chão, este decote abre e quem estiver por perto vai conseguir ver o busto e dependendo do vestido até o resto do corpo. E isso é muito deselegante!

Outro caso é o da linha do busto que pode ficar exposta ao usar decotes grandes. Essa linha do busto já é o começo dos seios e não deve ficar para fora. Tal linha chama a atenção e daí o cuidado (há homens que vivem uma luta para conseguir se concentrar no que uma mulher está falando, pois o tempo todo seus olhos são desviados para os seios dela, em vez de  ficar em seu rosto). É importante que a mulher saiba resguardar sua imagem e cuidar de seu tesouro.

Um decote que seja mais próximo da cova da garganta termina por proteger nossas partes íntimas dos olhares alheios, conseqüentemente ajudando a manter a compostura favorecendo uma imagem modesta e elegante.

Waterhouse - Shrine, The - 1895

Para aquelas que são cristãs (1), há algo mais: como sabemos que os homens são naturalmente atraídos por muita pele exposta, pelo busto e pela área em volta deste (colo, laterais dos seios, axilas), temos que ter cuidado com nossas vestes, pois sabemos que a atração exercida em nossos irmãos favorece as ocasiões de pecado, coisa que é muitíssimo importante evitar.

Lembro então da Beata Jacinta (2) que conversou com Nossa Senhora em Fátima. Vejam este trecho sobre os decotes e as roupas imodestas:

“O que mais a fazia sofrer, porém, era ver algumas enfermeiras ou outras pessoas que vinham visitar os doentinhos, atravessar a sala num traje pouco modesto.

- Para que serve tudo aquilo? – dizia referindo-se a determinados enfeites e decotes – Se soubessem o que é a eternidade!…”

Então a mulher cristã é chamada a ser caridosa, a ter amor ao próximo, e sendo assim, deve buscar ser cuidadosa em suas vestes e maneiras não apenas porque isso é bonito e elegante, mas também porque influencia na vida espiritual dela e do próximo. Quando a salvação de almas está em jogo, todo cuidado é pouco.

10 Coisas que os rapazes adoram sobre as garotas

É por isso que as palavras do Cardeal-Vigário do Papa Pio XI devem ser lidas com carinho. Podem servir de guia quando não se sabe bem que tipo de roupa é modesta:

Recordamos que um vestido não pode ser chamado de decente se é cortado mais que a largura de dois dedos sob a cova da garganta, se não cobre os braços pelo menos até os cotovelos (3), e se mal chega até um pouco abaixo dos joelhos. Além disso, os vestidos de materiais transparentes são impróprios“.

Claro que cada mulher deve observar o seu tamanho e ver como fazer para utilizar roupas que sejam mesmo elegantes, de modo que não fiquem expondo aquilo que deve ser resguardado. O importante é buscar ter bom senso e entender o porquê de palavras como as do Cardeal, buscar compreender o princípio: ser modesta. Quando compreendemos isso, vamos aos poucos ajustando nossas roupas e nosso comportamento de modo a corresponder a esta visão. Quando isso acontece a gente passa a se sentir com mais liberdade de movimento e mais disposta a socializar mais, com melhor desenvoltura, pois sabe que está protegida e que não vai ser vista como um objeto, nem como uma mulher desleixada, deselegante.

Então, quando um decote é imodesto? Quando expõe os seios! Esta exposição não precisa ser total para ser indecente. Pode ser o começo do busto, no colo, ou pode ser a lateral que aparece em algumas blusas sem mangas (certas regatas cavadas, alcinhas muito finas, frentes-únicas e tomara-que-caia). Para verificar se isso é verdade basta uma olhadinha nas revistas e sites de moda que ensinam a mulher a ficar mais provocante usando roupas assim! E a mulher cristã não deve querer ser sexy, pois isso é o oposto da modéstia que a Santa Igreja ensina. Então o importante é colocar uma roupa que não exponha a intimidade. É daí que cada mulher deve partir para criar seu visual fazendo com que este seja modesto.

É claro que há mulheres que não se importam com nada disso, seja porque não entendem a psicologia masculina, seja porque entendem sim e querem aparecer a qualquer custo, seja porque são vítimas da moda. Mas por essas só podemos orar e pedir que abram os olhos e passem a se vestir elegantemente.

Lembrando as conversas da Irmã Jacinta Marto com Nossa Senhora em Fátima:

Serão introduzidas certas modas que ofenderão muito Nosso Senhor.Mais almas vão para o inferno por causa dos pecados da carne, do que por qualquer outra razão.”

Jacinta comentou mais tarde que as pessoas que servem a Deus não devem seguir as tendências da moda atual. Também disse que a Igreja não tem modas e que “Nosso Senhor é sempre o mesmo”.

Para todas aquelas que têm um mínimo de consideração e respeito pela “mãe do meu Senhor” (Lucas 1,43), atentem a estas palavras. Leiam, meditem, guardem-nas no coração. Às vezes coisas que parecem tão pequenas podem causar estragos muito grandes!

Então, sabendo de tudo isso, fiquemos atentas a nossa apresentação em público.


Nota: este post sofreu acréscimo em 20-11-09.

(1) Todas as mulheres que buscam uma vida espiritual, seja de que religião for, deveriam estar mais atentas a isso também.
(2) Comentários da Beata Jacinta à Madre Godinho. Extraído daqui.
(3) Há uma concessão temporária, eclesiasticamente aprovada, sobre as mangas das roupas. Elas podem ser curtas e tal concessão foi feita devido às condições de mercado que são desfavoráveis. Fonte: Fatima. orgvida

19/11/2009. Tags: , , , , . artigos, comportamento, modéstia. Deixe um comentário.

Entrevista com Julie Maria

Leia abaixo a entrevista concedida por Julie Maria, do apostolado Moda e Modéstia,  ao site da Sociedade Católica, tratando sobre o tema da modéstia.

***

O que lhe despertou a empenhar-se na defesa e na promoção específica da virtude da modéstia?

Vários foram os motivos para isso. Olhando retrospectivamente vejo a Providência Divina me guiando muito antes do blog existir para que eu me interessasse por este tema e reconhecesse nele um apostolado fundamental para que a mulher possa ser valorizada como aquilo que ela é no plano divino: “uma ajuda adequada”, que pudesse ensinar a todos a vocação inata do ser humano que é amar e ser amado.

Então, desde a primeira experiência na Igreja como vocacionada, em outubro de 2000 numa missão que eu participei, fui me encantando com mulheres que foram exemplos e que me inspiraram neste campo. E neste processo não posso deixar de mencionar a importância de um livro que eu já tinha recebido como indicação por duas pessoas, mas somente quando o meu diretor espiritual me entregou é que eu o li – Dressing with Dignity – e através dele foi-se abrindo uma visão mais profunda sobre a vocação da mulher católica, fruto também do meu estudo das catequeses do Papa JPII, a Teologia do Corpo. De fato, só posso me maravilhar ao perceber que tudo é fruto da graça divina, que sem mérito nenhum meu, foi inspirando e enchendo o meu coração do desejo de ser uma santa mulher e ajudar outras a serem também! É nesta missão que entra a defesa e promoção da virtude da modéstia, não como algo “anexo” à feminilidade mas como algo que deve surgir naturalmente com a formação da consciência segundo a Verdade.

O que cada um de nós, homens e mulheres, devemos fazer para que essa virtude seja cada vez mais valorizada?

Diria que devemos primeiro nos formar como homens e mulheres católicos. É imprescindível que cada uma de nós, com a graça de Deus, possa redescobrir que a fonte de nossa dignidade é a “Imago Dei”. Isto é, por sermos criados à imagem e semelhança de Deus temos na “Comunhão de Amor e de Vida” – que é a própria Santíssima Trindade – o modelo que devemos seguir para realizar a nossa vocação e assim sermos felizes. E a forma com a qual Deus quis que nós vivamos esta comunhão foi através da diferença sexual e por isso nos criou homem e mulher. A atração entre o feminino e o masculino tem inscrito – também no corpo – o chamado a entrar numa comunhão pessoal de vida e amor vivida no sacramento do matrimônio. Esta atração surge das diferenças “físicas, morais e espirituais” (CIC 2333. ) e por isso “o ’ser homem, ’ser mulher’ é uma realidade boa e querida por Deus (…) e refletem a sabedoria e a bondade do Criador” (CIC 369).

Por isso, na medida que vamos nos formando através do ensino da Santa Igreja, vamos nos maravilhando sobre o plano divino e vamos descobrindo que homem e mulher, iguais em dignidade, tem missões diferentes e complementares e que isso é uma boa nova que deve ser proclamada urgentemente, já que na raiz da destruição que querem fazer do plano divino está a destruição do homem e da mulher, tal como Deus quis e desenhou! Numa época de muita imprecisão e ambigüidade sexual e onde a ideologia do gênero é forçada como “única opção” às pessoas, nós temos a obrigação moral de viver conforme a nossa vocação de homem ou de mulher e assim realizar em nós aquilo que nosso Pai planejou.

Qual a verdadeira beleza que merece ser cultivada e que devemos valorizar?

A verdadeira beleza é a da alma em graça. Isso que os olhos não vêem é de fato a mais importante: estar em amizade com Nosso Senhor. Desta beleza invisível nasce a beleza exterior, que é vista especialmente no olhar da pessoa. Um olhar puro é a coisa mais bela que podemos ver na outra pessoa. E hoje, como isso é raro! Não somos inspirados a sermos puros… e no entanto, só os puros verão a Deus! E quem pode querer algo mais do que ver a Deus, do que ter a visão beatífica que saciará para sempre o nosso coração? Então, para cultivar esta beleza – fonte de todas as outras formas de beleza e critério também para elas – devemos colocar como prioridade a vida de oração, a vida sacramental e a meta de uma formação da consciência segundo a Verdade ensinada pela Santa Igreja. Desta forma experimentaremos o que o CIC nos ensina:”Os fiéis devem crer nos artigos do símbolo, ‘para que, crendo, obedeçam a Deus; obedecendo, vivam corretamente; vivendo corretamente, purifiquem seu coração; e, purificando o coração, compreendam o que crêem ‘. (CIC 2518)

O que a levou a expandir esse apostolado além da internet, em palestras e outras atividades?

O imenso desejo de levar esta boa nova a todos! Estamos vivendo numa sociedade onde impera o neo-paganismo nos costumes, na moda, na mídia tendo o relativismo moral como seu “deus”. Por isso, as palavras do Papa Bento XV em 1919 são para mim uma profecia e um chamado a fazer tudo o que esteja ao meu alcance para que elas se tornem uma realidade:

“Que logo seja possível repetir, a respeito de toda a sociedade (o que foi dito sobre o marido infiel em I Cor 7, 14): que a sociedade voltou ao caminho da salvação através do exemplo, ensino e missão da mulher católica”.

E para dizer isso “em cima dos telhados” gostaria de utilizar todos os meios licítos que Deus me oferecer, como palestras, retiros, etc.! Este mês de missão que me levou a quatro estados brasileiros apenas fez com que este desejo aumentasse: a sede das pessoas por aquilo que somente a Santa Igreja pode oferecer – a Verdade plena sobre o homem e a mulher – está latente em cada coração e quem somos nós para deixar esta luz embaixo da mesa? Também digo, com todas as minhas limitações e fraquezas, o que o Apóstolo dos Gentios afirmava: “Ai de mim se não evangelizar!”.

Filia Ecclesiae Catholicae,

Julie Maria

Nota: Para baixar o boletim da Sociedade Católica com a entrevista e outros artigos interessantes, clique aqui.

18/11/2009. Tags: , , , . artigos, família, modéstia. Deixe um comentário.

Alice no País das Maravilhas de Burton

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Algumas imagens do esperado lançamento de Tim Burton para o cinema em 2010: Alice in Wonderland. As fotos mostram um clima de sonho ao estilo Burton, ou seja, um tanto quanto bizarro.

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Adoro os tons de azul dos vestidos de Alice. Há alguns modelitos muito fofos neste filme.

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Outros personagens do mundinho onírico de Alice À la Burton:

tn_aliceinwonderland2010imagesandstills-7A Rainha Branca

poster_RedQueen_BannerA malvada Rainha Vermelha

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O Chapeleiro (muito) Louco


Para mim o Jonny Depp ficou a cara do Elijah Wood nessa foto…

vida

18/11/2009. Tags: , , . arte, figurino, vestidos. 2 comentários.

A modernidade em dois posts

Dois posts interessantes para dar uma olhadinha (inclusive nos comentários do primeiro):

Um post sobre o desabafo da mulher moderna. Impagável! No blog da Maitê.

Um post da Luciana Lachance, no Acarajé Conservador, com algumas fotos sobre “Revolução e Contra-Revolução”. São imagens que realmente valem mais do que mil palavras!

vida

17/11/2009. Tags: , , , . comportamento. Deixe um comentário.

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