Mulher, infarto e diferenças entre os cérebros masculinos e femininos

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Um trecho interessante de um artigo disponível na internet, abordando diferenças entre o homem e a mulher. O texto é sobre doenças, especificamente fibromialgia, mas o que achei mais interessante foram os dados sobre o homem e a mulher. Embora o autor use uma linguagem evolucionista (que é a crença atual) e diga algumas coisas abertamente (o texto não é de um católico, atentem para isso!), ainda assim é válido para conhecimento e reflexão sobre as diferenças entre masculino e feminino, bem como sobre o (difícil) papel da mulher no mundo de hoje.

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A mulher no contexto atual do mundo

Vimos, no texto acima, que “no Brasil foi na década de 1970 que a mulher passou a ingressar de forma mais acentuada no mercado de trabalho”. E este fato é a maior causa responsável pelo aumento nas mulheres das doenças citadas acima, embora seja negligenciada por questões econômicas óbvias:

 Na pesquisa citada inicialmente do HCor (Hospital do Coração de São Paulo), de acordo com o cardiologista Cesar Jardim as doenças cardiovasculares eram predominantemente masculinas, cenário que mudou nos últimos tempos, já que “as mulheres trabalham tanto ou até mais do que eles, e ainda continuaram sendo responsáveis por manter a rotina da casa e cuidar dos filhos”.  2

E na pesquisa do enfarto em mulheres paraibanas, de acordo com os médicos, “a inserção no mercado de trabalho, estresse, consumo abusivo do cigarro, hipertensão e obesidade são fatores que contribuem para este crescimento”.

Um levantamento da Unimed em São Paulo demostrou que as mulheres que sofrem infarto morrem mais do que os homens em qualquer faixa etária: para cada 100 internamentos por enfarte, morrem 12 homens e 18 mulheres. De 30 a 39 anos, por exemplo, a taxa de mortalidade das mulheres representa 13,33% do total de internações, enquanto, nos homens, é de 5,61%. Um dado interessante desta reportagem diz que “Até pouco tempo, a literatura médica mostrava que a incidência de infarto abaixo dos 65 anos era considerada incomum entre o público feminino”. “Mulheres que enfartavam tinham sempre mais de 65 anos. Hoje as mulheres fumam mais e estão presentes em ambientes de trabalho competitivos e estressantes. Por esse motivo, esse mal acomete cada vez mais pessoas do sexo feminino com 30, 40 anos”, afirma Marcelo Ferraz Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese. 25

Outro texto mais aprofundado detalha mais este tema, colocando a década de 70 como o início deste estopim:

Levantamento em SP mostra que mulher morre mais de infarto do que homem

 “Mulheres que sofrem infarto morrem mais do que os homens em qualquer faixa etária. É o que mostra levantamento realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo com base em dados do ano passado dos hospitais públicos do Estado. Na média, de acordo com a pesquisa, a cada 100 homens internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido a um enfarte, 12 morrem. Já entre as mulheres, a taxa de mortalidade é maior: são 18 mortes a cada 100 internadas. A situação é semelhante em todas as faixas etárias. De 30 a 39 anos, por exemplo, a taxa de mortalidade das mulheres representa 13,33% do total de internações, enquanto, nos homens, é de 5,61%. Na faixa de 80 anos, a cada 100 mulheres internadas, 34,82 morrem. Entre os homens, são 27,22. Até pouco tempo, a literatura médica mostrava que a incidência de infarto abaixo dos 65 anos era considerada incomum entre o público feminino.” 26

Cresce a incidência de infarto em mulheres

“Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que, nos últimos anos, o número de mulheres em posição de comando nas companhias cresceu cerca de 30%. Este indicador explica, em parte, o aumento do número de ataques cardíacos no público jovem feminino. Hoje, o infarto é considerado a principal causa de morte entre as brasileiras.

De acordo com o Ministério da Saúde, na década de 70, de cada dez pessoas que sofriam do problema, apenas uma era mulher. Hoje, esse número subiu para quatro em cada dez infartos. A doença já supera até mesmo os índices de câncer de mama, uma das patologias que mais assustam as mulheres.

Segundo os especialistas, esse aumento pode ser atribuído, em grande parte, ao novo perfil assumido pelas mulheres. De acordo com a cardiologista e coordenadora do centro de check-up do Hospital Sírio-Libanês, Danielli Haddad, ao entrar para o mercado de trabalho a mulher passou a ter uma carga muito maior de responsabilidades.

Somado às preocupações do cotidiano, vem também o estresse decorrente do trabalho. “Pressões por resultados, competitividade, necessidade de estar sempre atualizada, são fatores que foram incorporados ao dia-a-dia feminino”, conta a especialista, que acrescenta: “Hoje, além da atenção à carreira profissional, as mulheres também acumulam as funções de mãe, de esposa e de dona de casa; isso acontece porque, apesar das conquistas no mundo corporativo, as relações maritais permanecem as mesmas, ou seja, cuidar dos afazeres domésticos, preparar o jantar para a família e buscar as crianças na escola, por exemplo, continuam sendo, culturalmente, atribuições da mulher”, diz.

Danielli explica que, para dar conta de tudo isso, a mulher entra num ritmo frenético e até mesmo atividades simples, como praticar algum exercício físico ou fazer uma refeição balanceada e tranquila, parecem não caber na agenda do dia.

A saída encontrada para a escassez de tempo é recorrer aos famosos fast foods – ricos em gorduras e extremamente prejudiciais, já que contribuem para o aumento de peso e do colesterol, dois fatores importantes para o desenvolvimento de hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares.

“O excesso de metas a serem cumpridas deixa a pessoa ansiosa, fazendo com que ela se esqueça de cuidar de si própria, e, pior, estimulando a adoção de hábitos pouco saudáveis, como o fumo, cada vez mais comum entre as mulheres”, diz. Uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, indica que o risco de infarto em mulheres fumantes é seis vezes maior do que nas não-fumantes. Dados estatísticos mostram, ainda, que o fumo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos.

A combinação do fumo ao uso de anticoncepcionais pode resultar também numa fórmula explosiva para o organismo. De acordo com o estudo norte-americano, nesses casos, o risco da mulher sofrer um ataque cardíaco pode ser até 30 vezes maior. A explicação disso está nos hormônios femininos – estrogênio e progesterona – que protegem as mulheres de doenças como o infarto, mas que têm esse efeito reduzido pelo cigarro.

É, aliás, justamente devido à redução desses níveis hormonais que as mulheres ficam mais propensas a problemas cardiovasculares após a entrada da menopausa. O estrógeno promove elevados teores de lipoproteínas de alta densidade (HDL), conhecidas como “bom colesterol”, que ajudam a manter as artérias livres de arteriosclerose (acúmulo de gordura no vaso sanguíneo). “Na menopausa, esses níveis caem significativamente, e como a reposição hormonal ainda é uma questão polêmica entre os médicos, o ideal é adotar medidas preventivas desde a juventude”, avalia Danielli.” 27

Em outra página do meu site eu demonstro que toda esta história de “bom” e “mau” colesterol é um grande mito, e assim também é a questão do estrogênio como vilão da saúde da mulher.

Cérebros masculinos & femininos

Voltando à questão da evolução biológica do sexo feminino, vemos que durante o processo evolutivo de milhares de anos, o cérebro das mulheres se desenvolveu para organizar o espaço em que elas viviam com os seus filhos, cuidando da saúde, da alimentação e da integridade os mesmos. Já o cérebro masculino se ocupava em buscar alimentos para as mulheres e seus filhos e para defendê-los de possíveis perigos externos (animais e inimigos). Estas adaptações fizeram com que o cérebro feminino se tornasse mais comunicativo e organizacional:

“O cérebro feminino, por exemplo, tende a ser mais organizado para dar conta da linguagem. Mulheres costumam se dar melhor em testes de fluência verbal. Elas têm, por exemplo, mais facilidade em recordar uma lista de palavras começando com a mesma letra. A coordenação motora fina é melhor entre as mulheres. Elas também têm mais facilidade em identificar com rapidez figuras idênticas entre imagens semelhantes ou perceber se determinado objeto foi removido do lugar. O sexo feminino costuma ser melhor em testes de associações de ideias – fazer uma lista de objetos com a mesma cor, por exemplo. No cérebro feminino, a marca é a empatia. “Mulheres tendem a ter mais facilidade em identificar emoções alheias e em responder de forma apropriada.” Para Baron-Cohen, a empatia é estreitamente associada à habilidade verbal. Um fator é ao mesmo tempo causa e consequência do outro.”

“Na orientação espacial, ponto para os homens. Na média, o sexo masculino tem também mais facilidade em visualizar objetos em rotação, identificar figuras geométricas escondidas num desenho mais amplo, calcular distâncias e velocidades. E, como os macacos machos, os homens são mais precisos em acertar objetos em determinado alvo. Mas para Baron-Cohen, há uma diferença básica entre a média dos homens e das mulheres. Pelo seu raciocínio, homens tendem a ter mais habilidade na sistematização. Ou seja, têm o cérebro mais bem estruturado para entender sistemas baseados em regras rígidas de causa e consequência. Daí a maior habilidade masculina nas ciências exatas e na orientação espacial.”

Mas onde está a origem das diferenças biológicas entre os cérebros de cada sexo? Baron-Cohen (psicólogo da Universidade de Cambridge) aposta na evolução da espécie: “Nossos ancestrais tinham papéis bem definidos na comunidade, que exigia habilidades específicas. Para os homens, quanto maior a orientação espacial e habilidade para produzir armas – fatores associados à sistematização -, maiores as chances de sucesso na caçada. Tolerância à solidão era outro fator favorável às longas empreitadas masculinas. Bons caçadores aumentavam a chance de sobrevivência e de ascensão social. Quanto maior sua posição no grupo, maior seu acesso às mulheres e mais descendentes para espalhar seus genes. Mas não só o talento para caça ajudava os homens a ganhar status na comunidade. O mesmo valia para maior dose de agressividade e menor grau de empatia, muitas vezes necessários para derrotar adversários, diz Cohen. Quanto às mulheres, os requisitos eram outros. Maior empatia e habilidade para comunicação ajudam não só a cuidar dos filhos como a conseguir ajuda no grupo para tomar conta das crianças, fatores essenciais para a sobrevivência da prole”.

Também os hormônios femininos podem influenciar comportamentos, diz Cohen. Ele conta que, nos anos 50, uma forma de estrogênio sintetizada, o dietilestilbestrol, era receitada a mulheres para evitar abortos. O hormônio não mostrou eficácia para impedir o fim da gravidez. Mas teve outro efeito. Os meninos nascidos após o tratamento tendiam a gostar de atividades femininas, como brincar de boneca. Para ele, um dos principais responsáveis pelas diferenças entre os dois sexos é o hormônio masculino testosterona. Segundo algumas teorias, quanto maior o nível da substância nos fetos, maior o desenvolvimento do lado direito do cérebro, tradicionalmente relacionado à inteligência espacial. É por isso que, ainda no útero, o hemisfério direito dos meninos se desenvolve mais rapidamente que o esquerdo. Para Baron-Cohen, é justamente aí que está o ponto de partida da vantagem masculina na sistematização. 28

Resumindo todo este estudo, minhas conclusões em relação ao funcionamento biológico feminino se resumem nos seguintes pontos:

  1. As mulheres são mais organizacionais e comunicativas que os homens (já que se desenvolveram por milhares de anos cuidando dos seus filhos, da comida e da caverna);
  2. As mulheres têm uma grande necessidade de ter controle sobre todos os eventos por elas vividos ou imaginados (acredito que seja pela prática milenar em organizar o seu núcleo familiar);
  3. As mulheres levam TUDO muito a sério (ainda não sei por que isto acontece, mas é visível em quase todas elas);
  4. As mulheres são extremamente competitivas entre si (penso que isto se desenvolveu pela necessidade de garantir o retorno do seu marido para sua casa, trazendo segurança e comida para a família).
  5. As mulheres têm mais estrogênio e ocitocina do que testosterona, o que em vez de auxiliar, dificulta a competição no mercado de trabalho.

Todos estes fatores fazem com que a maioria das mulheres pense de forma programada: elas estão sempre programando a sua vida, os seus afazeres e os seus horários: trabalho, filhos, escola, academia, supermercado, refeições, marido, festas, visitas à família e amigos, transportes, etc. Muitas têm agendas lotadas e complexas, que raramente tão conta totalmente. O quarto fator citado é muito importante, por que vejo uma constante atitude de comparação e uma eterna competição entre as mulheres. Normalmente as mulheres não cortam ou pintam os seus cabelos para serem notados pelos homens, mesmo porque nós raramente notamos… assim como usam roupas, bolsas ou sapatos caros e de marca (qual homem sabe o nome de uma marca de bolsa ou de sapato?). As mulheres querem ficar extremamente magras, estereótipo não apreciado pela maioria dos homens… Ao ver uma mulher muito bem vestida e produzida, o homem busca com o olhar os seus seios e as suas nádegas e depois a imagina “sem roupas”, sejam quais sejam as suas etiquetas ou valores de mercado! Só as outras mulheres ou os gays olhariam para a marca da roupa e dos acessórios e saberiam o seu preço nas lojas… Então porque as mulheres fazem tudo isto? Eu acredito que seja para “marcar território” e para mostrar para as outras mulheres (e gays potencialmente competitivos) que elas estão “no páreo” e que são fortes competidoras para conseguirem os melhores homens/reprodutores do espaço ou para garantirem aqueles que já possuem. Uma mera questão instintiva, mas também uma pulsão profunda enraizada desde as origens da nossa espécie.

 Além de tudo isso, a mídia é tirânica com as mulheres, exigindo delas uma atitude de Mulher Maravilha: ela tem que ser uma heroína em todos os sentidos e além disso, eternamente jovem e magra! Um mito impossível de cumprir, já que até a Mulher Maravilha envelheceria no mundo real e, se tivesse se casado, já não conseguiria mais salvar o mundo!

Longo branco, jaqueta Chanel e pérolas

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Este é um belo visual que pode servir de inspiração para uma noite na ópera, ou algum outro programa do tipo. Um vestido longo, uma jaqueta do tipo Chanel, pérolas e uma sandália de salto baixo. Poderia ser um sapato scarpin também.

vestido longo branco jaqueta Chanel perolas3 vestido longo branco jaqueta Chanel perolas4vestido longo branco jaqueta Chanel perolas

Inspire-se!

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Imagens: Thread Ethic

 

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