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Uma leitora querida perguntou sobre o uso da camisa social feito pela mulher e sobre como algumas pessoas justificam o uso de calça para o sexo feminino a partir do uso da camisa social. Algo do tipo “se a camisa é roupa masculina e as mulheres usam, então a calça pode ser usada também”.
Então eu achei que seria bom escrever sobre o assunto. Aproveitei a resposta que dei a ela e complementei com mais informações para todos vocês.
Como eu já disse antes, sei que esse modelo de camisa – em geral – não é considerado muito feminino (quando se pensa em feminilidade como algo muito delicado, onde rendas e babadinhos seriam como que sua marca), mas é um tipo de roupa que pode ficar bem modesta e é uma boa alternativa às blusinhas imodestas que vemos por aí, usadas até mesmo em local de trabalho.
Como elas estão em alta, achei por bem fazer uma série de postagens dando ideias de como vesti-las de forma feminina e modesta, para aproveitar o que está no mercado ou o que você já tem em casa. É uma peça de roupa que geralmente fica decente, com suas mangas cobrindo o braço e botões protegendo o colo.
Mas agora vamos a um pouquinho de história.
Madame Seriziat, por Jacques-Louis-David em 1795 Chemise Dress. Repare na modelagem já bem parecida com a camisa social atual.
Veja o que diz Nancy MacDonell, editora de moda, sobre a camisa: ”A camisa branca moderna é uma adaptação da roupa de baixo masculina. (…) Até quase o final do século XVIII, as camisas dos homens não deviam aparecer, eram usadas como uma camada entre o corpo e o traje externo. As mulheres usavam um tipo de camisa feminina com a mesma intenção. O que importava era que essa roupa pudesse ser lavada com mais facilidade e freqüência - relativamente falando – do que um vestido ou casaco, que, no caso das classes ricas, muitas vezes não podiam de modo algum passar por uma limpeza, devido à profusão de bordados e outros ornamentos. Uma camisa branca simples podia aparecer sob o decote de um vestido, mas era considerada, realmente, roupa de baixo. (…) Como os vestidos eram confeccionados como peça única, não foi senão depois que o tailleur se tornou popular, nos anos 1880, que a blusa de feitio e confecção semelhantes aos de uma camisa – como as camisas femininas eram então conhecidas – tornou-se necessária.”
DESENHO DE 1906. ESSAS SÃO AS CHAMADAS “SHIRTWAIST”: CONSTRUÍDAS COMO CAMISAS MASCULINAS, PRESAS À CINTURA COM SAIAS. SÃO PEÇAS QUE HOJE ALGUMAS VEZES NÓS CHAMAMOS DE BLUSAS.
No final do século XIX, a camisa colegial feminina já era bastante parecida com a camisa social de hoje: sem enfeites “eduardianos” (rendas, bordados, nervuras, tudo em muita quantidade). Já em 1910 o uso de tais enfeites passou a ser considerado fora de moda, antiquado. O corre-corre cotidiano pedia roupas mais simples e fáceis de tratar.
No começo do século XX essa camisa branca e de algodão, a chemise, era usada por muitas mulheres norte-americanas, por causa da facilidade em mantê-las, pois eram mais fáceis de lavar do que as de seda e outros materiais que os estilistas da época adoravam usar nas coleções femininas. Nessa época, várias mulheres estavam no mercado de trabalho (recepcionistas, telefonistas, entre outras trabalhadoras de escritório), e a camisa de colarinho branco, de uso geral, apresentava pequenas diferenças do modelo masculino (babadinhos e aplicações). Sempre usadas com saias, compunham um visual uniforme, sóbrio, adequado para a vida profissional nas cidades grandes.
O colarinho branco era usado no início apenas pelas classes mais altas. Os operários usavam camisas azuis. “No século XIX, quando não havia desodorantes nem lavagem a seco, e lavar roupa era muito mais trabalhoso do que encher uma máquina e se lembrar de adicionar um amaciante de tecidos, as damas e os cavalheiros eram afamados por suas roupas brancas e limpas. Ao contrário dos de classe operária, eles podiam se permitir roupas e camisas limpas todos os dias – o que era uma das marcas da posição social que ocupavam. Mesmo hoje nos referimos a empregos ocupados por colarinhos-brancos e por “colarinhos azuis” (aqueles trabalhadores que estão diretamente ligados à produção): os primeiros sugerem um trabalho feito em mesas, em escritórios bem ventilados; os últimos, algo que tem a ver com trabalho manual e suor. O ardil, explica Alison Lurie em The language of Clothes, é o seguinte: “A camisa branca ou de cor clara que se suja com facilidade e que significa uma libertação do trabalho manual, deixa quem a usa constantemente arriscado a se atrapalhar com punhos ou colarinho encardidos”. Portanto, embora usar branco seja um privilégio, também representa uma responsabilidade.” (Nancy MacDonell)
Um dos tipos de camisa branca usada na década de 1920: esportiva, esse tipo de roupa era para uso informal.
Na década de 1920 a camisa clássica era nada mais nada menos que a blusa de marinheiro, bem folgada, presa ao quadris, e era uma adaptação da roupa infantil (coisa curiosa que aconteceu muito naquela época). Era usada para a prática de esportes, para atividades informais.
Ainda no início do século XX, Coco Chanel pegou uma camisa do armário masculino e passou a usá-la, mas não se tornou moda popular. Nancy MacDonell diz que Chanel enxergou o atrativo das camisas usadas pelas colegiais – simples – e que foi exatamente isso que a atraiu. Não duvido, pois Chanel simplificou enormemente o guardar-roupa feminino, por exemplo, deixando de usar os espartilhos, que na realidade só poderiam ser usados mesmo, em todo o seu esplendor, pelas mulheres ricas, já que essa peça tolhia os movimentos e demorava a ser vestida. Ainda segundo Nancy, Chanel “estava longe do ideal de beleza de belle époque, por ser magra e morena, em vez de roliça e rosada, e os estilos “bolo de noiva” da época não lhe assentavam bem. Chanel percebeu que ficava melhor com roupas simples, inspiradas no guarda-roupa masculino, e era inteligente o suficiente para explorar sua descoberta”. Com a escassez de produtos por causa da guerra, a simplicidade tornou-se norma, e as roupas perderam os enfeites, tornando-se mais sóbrias, coisa que já se via no guarda-roupa de Chanel. Hoje, muito do que ela criou é visto como elegante e clássico. Não tenho como discordar, pois ela realmente criou peças belas e simples, mais apropriadas para um mundo onde a agilidade e a praticidade estavam sendo mais e mais cobradas. Mas, infelizmente, ela não parou na inspiração e foi mais além, pegando do armário masculino a calça!
Depois dessa época, a camisa branca vai causar mais impacto na moda já nos anos de 1940. As moças pegavam as camisas que seus pais não queriam mais e usavam com seus jeans, mas sempre para trabalhos em casa. Para usar a camisa em outras atividades ela precisava ser muito bem arrumada, passada e engomada.
Nos anos 50 a camisa feminina mais chique era a Bettina, de Givenchy, lançada em sua primeira coleção, em 1952. Com seus babados nas mangas, era bem complicada de tratar, e somente mulheres ricas poderiam tê-la – seja por causa do preço, seja por que teriam que ter quem passasse a ferro.
Camisa Bettina, de Givenchy.
Foi nessa década que a atriz Audrey Hepburn fez uso desta peça e lançou moda mundo afora, de verdade. Daí por diante ela foi mais e mais incorporada ao vestuário feminino.
Chanel e Hepburn pegaram camisas que realmente eram usadas por homens, dos armários deles, mas isso não quer dizer que as mulheres antes não usassem camisas também. A diferença é que as camisas usadas por elas, as que se tornaram parte do uniforme profissional urbano, foram as masculinas: bem grandes (folgadas), com colarinho pontudo, botões do pescoço até embaixo, punhos com botões – a famosa camisa social. As camisas femininas não eram tão retas e “secas” quanto as masculinas, nem eram tão largas. Hoje temos peças mais ajustadas, e modelos desde os mais retos (mais práticos e mais “masculinos”*) até os mais enfeitados, com babadinhos, brilhos, flores e outras delicadezas, uma volta aos modelos da Era Eduardiana.
Audrey Hepburn e suas camisas
Isso já tinha acontecido antes na história, quando, por exemplo, as mulheres passaram a usar túnica, roupa originalmente masculina. Vide também as camisas com golas ruffle (Séc. XVI e XVII) e de babados, que eram usadas pelos homens, mas que logo foram incorporadas ao vestuário feminino. As camisas sociais de hoje descendem dessas camisas com golas ruffle. Algumas das batas usadas hoje pelas mulheres descendem das camisas chamadas “Garibaldi”, inspiradas no revolucionário italiano. Veja aqui o modelo delas. Elas entraram no guarda-roupa feminino no final do século XIX.
Gola ruffle: usada por homens e mulheres e precursora da camisa social
Mas com todas as brincadeiras e trocas entre os armários feminino e masculino, sempre se respeitou o limite. O uso da calça pela mulher foi o rompimento desse limite entre os vestuários de ambos os sexos. Há roupas que são essencialmente femininas, como o vestido, por exemplo. E há roupas que são essencialmente masculinas como a calça.
A diferença entre usar uma camisa menos feminina (porque existem as mais femininas também, com babados e rendas, que um dia foram usadas também por homens) e usar uma calça não está somente no fato de homens usarem tais peças, mas em três coisas:
1- o costume criado pela Civilização Cristã;
2- a função da roupa;
3- o pudor ou a modéstia.
1- devemos respeitar os costumes cristãos. Em nossa cultura (enquanto se buscava respeitar as Leis de Deus) a mulher nunca usou calça, embora outras roupas masculinas e femininas se assemelhassem, como as camisas usadas por dentro de vestidos (mulheres) ou por baixo de jaquetas (homens).
2- a função da calça é dar liberdade de movimento às pernas para a execução de trabalhos pesados e exteriores à casa. Tal função, na sociedade cristã, é masculina. A mulher deve cuidar do lar e de funções que não exijam demasiado esforço físico.
3- por mais que uma calça seja folgada, ela sempre vai revelar as formas femininas, ou se for tão folgada que não as revele muito, a tendência é que seja ridícula como as calças de palhaço (ou as horrendas calças saruel). Sempre que uma mulher quer ficar elegante conforme o mundo, busca usar calças ajustadas, e isso revela o corpo, evidenciando as formas. O corpo feminino possui mais curvas, é mais acentuado que o masculino e por isso vai chamar mais atenção. Mesmo calças folgadas marcam, pois as pessoas se movimentam, abaixam e levantam, curvam-se, e tudo isso vai revelando as formas (já cansei de ver esse tipo de coisa acontecer, e os homens repararem no bumbum das mulheres curvadas em calças sociais). Quanto ao homem, basta observar na prática como é diferente, pois o corpo masculino não se revela facilmente, eles não costumam usar calças justas e mesmo as folgadas não atraem a atenção feminina ou masculina para as formas deles, para sua intimidade, do modo como ocorrem com o sexo oposto.
Camisa com babados
Agora, achar que usar uma camisa social é o mesmo que usar calça, é realmente forçar a barra! Veja se um visual desse é masculino ou indecente (embora esse V não seja a gola mais adequada à modéstia):
E este visual logo abaixo, é masculino ou indecente?
Agora, por mais que se queira usar uma calça coloridinha, com detalhes delicados ou mesmo folgadinha, sempre ficará imodesta, pois vai revelar as formas de um jeito ou de outro, vai expor mais a mulher, ou então ficará simplesmente muito feio.
Infelizmente me vi na obrigação de colocar essas imagens, abaixo, de mulheres usando calças para que as pessoas consigam enxergar como são reveladoras essas peças. Nunca posto fotos imodestas aqui, mas dessa vez não teve jeito! Já estou cansada de ver gente defendendo o uso da calça sem conseguir enxergar o quanto são impróprias para as mulheres. Veja como uma imagem mostra a verdade algumas vezes:
Bumbum destacado: a calça mostrada na imagem acima é do tipo social, folgada e ainda assim fica evidenciado o bumbum da mulher.
Chama a atenção para a virilha: outra calça social, dessa vez menos folgada, mas ainda assim não é justa. Repare em como a atenção se desloca para a virilha. Isso acontece por causa do V invertido, uma seta que se forma apontando para o meio das pernas.
Agora veja nessa imagem a diferença nas silhuetas das mulheres:
Na imagem acima as silhuetas mostram claramente a diferença entre calça e saia modesta. Vejam novamente o V invertido, a seta apontando para a virilha. Tal peça revela bastante as formas. Veja que já dá para saber, por exemplo, qual o tamanho das coxas dela… o ventre – região da geração da vida, do mistério feminino – fica evidenciado. O quadril se destaca, a postura fica até mais solta, menos discreta…nada modesto!
E vejam só como no caso das calças jeans – as mais usadas hoje em dia – a coisa fica ainda pior, pois o “corte da calça, que acentua quadris e coxas, e acondiciona, sensualmente, a entreperna, separada por dois bolsos em forma de J.” E ainda “outro traço definidor da nova onda do jeans é a sua sensualidade marcadamente feminina. O jeans [aqui ela fala da calça] é uma peça de roupa essencialmente masculina”. (Nancy MacDonell. Os grifos são meus). Se a calça já sensualiza bastante o corpo feminino, a jeans (principalmente como usada hoje, bem justa) acentua essa sensualidade. Isso é fato reconhecido no mundinho fashion, e celebrado na publicidade! Quem aí não se lembra das famosas campanhas da Calvin Klein onde celebridades como Brooke Shields apareciam usando somente o jeans, enfatizando o lado sensual dessa peça? Enfatizar a sensualidade é algo que aumente a pureza? É algo que faça a pessoa ser vista como um ser humano, ou é algo que faz a pessoa ser vista como um pedaço de carne? Enfatizar a sensualidade é algo cristão? É modesto?
Calça jeans estampada: esse modelo justo ainda não é o modelo das calças de funkeira que são extremamente justos, grudados ao corpo, e considerado vulgar por quem usa o tipo de calça jeans da moda, mostrada na foto acima. O que as mulheres que usam tal calça não percebem é que a diferença dessa para a da funkeira é mínima, pois o corpo está todo marcado, as formas todas estão em evidência. Nem adianta colocar florzinhas para dizer que é algo feminino, pois o que se sobressai é a sensualidade das formas evidenciadas.
Depois de ver essas imagens acima, dá para dizer que a mulher usar calça é modesto? A calça resguarda o mistério feminino? Resguarda as formas? Guarda o recato? Pelas imagens acima percebe-se claramente que não. Até a postura da mulher muda quando ela usa calça.
Ao fazer esse post lembrei de um trecho do livro de Colleen Hammond – Dressing With Dignity – onde ela fala sobre como a calça na mulher chama a atenção do homem de forma indevida:
“Tenho recebido cartas e e-mails de homens que leram a primeira edição do livro e queriam que eu dissesse às mulheres que eles não precisam do estudo de marketing para dizer-lhes o que já sabiam: Quando uma mulher está vestindo calças, os olhos do homem vão (o que os deixa muito embaraçados) cair na virilha da mulher. Esses homens também apontaram que é algo que acontece sem que eles tenham vontade de fazê-lo, ou sem que eles percebam. É a natureza dos homens “olhar”… e eles fazem! A propósito, você vai perceber que, nos anúncios, as modelos usando calça sentam-se com as pernas afastadas. Isso não está sendo feito por acaso.” (Os grifos são meus)
Sempre houve uma tolerância maior quanto às roupas usadas pelos homens, vide as saias mais curtas dos soldados romanos ou as calças coladas dos soldados medievais e pós-medievais (ridículas, por sinal, pareciam as leggings de hoje), pois o corpo masculino não causa nas mulheres as mesmas reações que causa nos homens o corpo feminino, embora isso não seja desculpa para que os homens faltem com o pudor, claro. Estou apenas descrevendo fatos da história.
Por mais que as roupas masculinas fossem em algum momento reveladoras, as das mulheres (excetuando-se as prostitutas, obviamente) sempre ajudavam a guardar o recato, eram sempre modestas (com pouquíssimas exceções, mas estas se deram já no declínio da nossa cultura, do fim da Idade Média em diante). E quando a calça foi adicionada ao vestuário ocidental, foi para os homens e nunca para as mulheres. O uso dessa peça somente passou a ser feito a partir de ideias revolucionárias de gente que era contrária a Igreja e ao Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas por mais que mulheres usem tais peças, são essas ainda reconhecidas como roupa masculina e são realmente algo que condiz com o sexo masculino, não com o feminino, pois tende mesmo a revelar as formas e a matar o mistério da mulher, como eu já comentei neste artigo aqui.
A calça é vista como um símbolo fálico, devido ao seu corte e à sua verticalidade, e entre fashionistas discute-se (ou até acredita-se) que a apropriação dessa peça pelo público feminino nada mais é do que uma maneira de apropriar-se do falo, ou seja, do poder masculino (para que o artigo não se alongue demais, farei as citações referentes a esse assunto em outra postagem). Como sabemos que a roupa simboliza valores, e que os símbolos possuem muita importância (principalmente nós católicos deveríamos estar cientes disso!), não creio que seja algo a ser desprezado o fato de a calça ter essa conotação fálica, e de como isso é interpretado como símbolo de poder masculino.
É para pensar: por que a mulher de hoje quer tanto esse tipo de poder? por que o mundo masculino tornou-se tão atraente para as mulheres? Isso é algo natural/divino ou foi artificialmente criado para tirar as mulheres de seu foco: a maternidade e a família? Mas esse tipo de reflexão pode ficar para outra hora.
Agora veja: a camisa social muito parecida com a do vestuário masculino* que hoje é usada pelas mulheres, principalmente em escritórios, é uma peça que desfavoreça o pudor, o recato? Ela faz com que a mulher seja confundida com o homem? Se usada com saia faz com que a mulher pareça um homem? Claro que não. O mesmo não acontece com o uso da calça, pois mesmo que a mulher use uma blusa bastante feminina, não ficará feminina realmente, e ficará imodesta ou ridícula (no caso de usar aquelas calças folgadíssimas mencionadas anteriormente). O vestido é algo tão feminino que quando uma mulher quer “arrasar” numa festa chique ou importante – como uma formatura ou casamento – ela escolhe usar esta peça, nunca uma calça!
Carolina Herrera: uma das estilistas mais famosas da nossa época, usa muito a camisa, principalmente a branca. Aqui, ela aparece bem feminina, com uma saia ultra longa – mas o decote está baixo demais.
Então vemos que a camisa é uma peça que passou por muitas variações e, apesar de inicialmente ter sido inspirada na roupa masculina ou tirada do vestuário masculino, pode ser usada pelas mulheres mantendo um visual recatado, elegante e contemporâneo, pois não fere a modéstia. E como já disseram bons sacerdotes e bispos, como D. Antônio de Castro-Mayer, a calça não é apropriada ao sexo feminino e a saia (ou vestido) é a peça que convém à mulher.
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Algumas fontes:
- Coleen Hammond. Dressing With Dignity.
- Shari Benstock e Suzanne Ferris. Por dentro da moda. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.
- Nancy MacDonell. O Pretinho Básico. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2004
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Notas:
*Uso aspas aqui porque essa sobriedade é hoje ainda um sinal da roupa masculina, mas já houve épocas em que o masculino era marcado justamente pela falta de sobriedade, pelo enfeite, enquanto o feminino era mais sóbrio.










Olá Andrea, há algum tempo acompanho seu blog e gosto muito e, embora eu esteja procurando abraçar a modéstia católica, tenho de admitir que é um processo bastante difícil e lento em especial para quem não pode dispor de muitos recursos financeiros, como no meu caso. De qualquer modo tenho certeza que Deus ajuda àqueles que procuram agradá-Lo e ainda que demore, chegará o dia em que me livrarei das calças.
Esse último post em especial, foi muito esclarecedor para mim, pois tinha minhas dúvidas se a camisa social seria adequada à modéstia, devido ao seu viés um tanto masculino.
Aproveito a oportunidade para esclarecer uma outra dúvida, se for possível. Trata-se de saber se o caso de se utilizar uma calça (num período de adaptação, ou para alguma tarefa que exija movimentos complicados de se fazer de saias, por exemplo), acampanhada de uma bata longa (com mangas e sem decote), de modo que não se forme a seta em direção a virilha que acaba sendo tão indecente, seria algo fora do padrões aceitos pela modéstia? Claro que ainda haveria toda a ideologia masculina representada pela calça, mas essa não seria uma alternativa em alguns casos específicos? Agradeço e peço que continue fazendo esse trabalho tão bonito e inspirador. Fique com Deus..
Nana, fico feliz que você esteja buscando trilhar o caminho da modéstia
Olhe, é sempre bom buscar mais a modéstia, então no caso da moça que não tem condições de comprar mais roupas, ou se ela é obrigada a usar calças por causa do trabalho, por exemplo, ela pode tentar adaptar ao máximo seu vestuário para que fique o menos indecente e cada vez mais modesto. Se você não tem nada no momento a não ser uma calça com uma bata cobrindo os quadris, é realmente melhor do que nada. Mas tenho certeza de que logo irá aparecer a chance de adquirir suas saias modestas! Conheço algumas histórias de mulheres que começaram sem nenhuma saia no guarda-roupa e de repente aconteceu de conseguirem saias e vestidos, seja ganhando roupas usadas, ganhando dinheiro ou arrumando um emprego. Peça a Deus para ter logo peças modestas e tenho certeza que em breve conseguirá
Fique com Deus!
Ah sim, Nana, há meninas que comprar roupas muito boas em brechós e bazares nas igrejas
Saias modestas, blusas, vestidos… Costumam ser roupas bem baratinhas, vale a pena fazer uma busca!
Salvé Maria!
Pessoalmente, nunca uso camisas, apenas blusas.
Concordo com as linhas gerais do que foi exposto no texto mas para mim, tal como não uso calças com flores que alegadamente são femininas, também não uso camisas “femininas”, por mais flores, sedas ou rendas que tenham.
Simplesmente, sempre que vejo os botões e os colarinhos das mesmas fazem-me lembrar roupa de homem, tal como as calças, por mais floreadas que sejam.
Que Deus a abençoe!
Salve Maria!
Compreendo seu ponto de vista, Dália. Para mim depende muito do modelo da camisa. Veja, no passado os homens usavam blusas bufantes, com babados e rendas, do tipo que hoje chamaríamos de femininas. Hoje isso é impensável pelos homens! rsrs
O vestuário tem essas oscilações mesmo, desde as túnicas que cobriam todo o corpo nos tempos antigos (veja as imagens representativas da época de Nosso Senhor Jesus Cristo, por exemplo) que pouca diferença fazia entre os sexos, até a roupa do século XIX, que alcançou um alto grau de diferenciação nos guarda-roupas masculinos e femininos. Os homens foram os que mais mudaram antes de tudo: das túnicas, longas ou curtas, para as calças! A calça já era uma espécie de desnudamento, pois tende a mostrar as formas. Tolerou-se esse uso por parte dos homens, mas o nível de decadência que atingimos é tão grande que até mesmo as mulheres – que sempre foram vistas pelas melhores culturas como guardiãs do invisível, guardiãs da modéstia – passaram a se “desnudar” em calças
Então para mim o mais importante, o que tenho percebido que é mais sério é o desnudamento, pois o modelo, o corte, os detalhes, cores e enfeites, variam conforme o tempo passa, em ambos os sexos. Claro que para tudo há um limite, mas observe que o travestimento não é um homem usar rosa somente, é usar um vestido!
Deus a abençoe!
Ah sim, obrigada pelos comentários, meninas! Gosto muito quando vocês comentam, pois isso me ajuda de várias maneiras a melhorar o blog, a pensar e repensar nas coisas
Oi Andrea, gostei muito deste post, inclusive tinham me perguntado isso há um tempo, eu me esqueci completamente, foi logo no comecinho da gravidez, mas você respondeu de modo completo um tema tão importante! vou divulgar! muito obrigada pelas informações e Salve Maria!
Oi Luciana!
Obrigada
É tão interessante estudar o desenvolvimento dos costumes e da moda durante os séculos! Vou fazer mais postagens assim, espero! rsrsrs
Salve Maria!
Olá, Andreia, confesso que quando leio essas críticas ao uso de calças considero-as excessivas, ainda não entrou na minha cabeça, a fim de que eu queira para sempre usar saias, que as calças sejam tão ruins assim. Gosto tanto delas, são tão práticas. Perguntei ao padre Rodolfo da Capela São Miguel a esse respeito e ele me disse: como o costume hoje em dias é as mulheres usarem saias, você pode usar sim, contanto que não sejam muito apertadas. Mas tenho de concordar que as saias realmente deixam as mulheres mais modestas. Abraços…
É verdade, Michele, as calças são práticas. Mas quando vejo o quanto a mulher fica exposta usando essas peças…não dá! rs
E veja que eu mostrei calças que não são apertadas, sociais, principalmente a primeira, mas a não ser que a mulher seja uma tábua, as formas irão se destacar, e mesmo que ela seja uma “tábua” ficará exposta, com o tamanho de seus quadris, de sua virilha, de seu bumbum, tudo exposto.
Se a gente se guiar pelo costume de hoje, vai todo mundo para a praia usando biquíni e sunguinha…hummmm. Não dá!
Abraço!
Ah sim, outra coisa interessante sobre esse “argumento da calça folgada” é que as mulheres nunca – salvo exceções ou as modas “baggy” e “boyfriend” – querem usar calças realmente folgadas, pois estas não são consideradas femininas pelo público em geral e pelos fashionistas, claro. A calça para que seja elegante aos olhos do mundo não pode ser muito folgada, tem que ser um tanto ajustada, para que a mulher não corra o risco de parecer estar usando as calças do avô dela ou as de algum palhaço. Então na vida real, a mulher vai usar uma calça que não fique colada e vai dizer que essa está folgada, mas na realidade suas formas ficarão ali para quem quiser ver. E dependendo do corpo, por mais folgada que seja a calça, não vai resguardar a intimidade dela, nunca mesmo, a não ser talvez que se vista uma lona de circo ou algo semelhante rsrs
O meu negócio é observar a realidade. Algumas vezes as coisas ficam na mente das pessoas, na teoria, mas quando colocadas na prática vemos como é diferente. A calça folgada, na cabeça de muita gente não vai revelar as formas, mas no dia-a-dia, com o sobe e desce de escadas, com o senta e levanta, abaixa e estica, os olhos dos homens vão acompanhando o bumbum da mulher aparecendo sob a calça, não tem jeito. Já cansei de ver isso acontecer.
Abraço!
Andrea, amei o post.
Abriu uma loja aqui em Vitória com umas camisas muito bonitinhas, muito mais adequadas para uso com saia do que as blusas hiper transparentes e/ou decotadas das grandes lojas. Vou esperar mais umas duas ou três viradas do cartão para poder comprar (nem são tão caras, comparadas às malhas desleixadas à venda por aí).
Há uns modelos com corte diferente do masculino, sim. Mas, como disse a Dália, tem umas que são extamente iguais, só mudam o tamanho.
No mais, como vai o pequeno?? Deve estar um rapazão já!
A paz a todas! Fiquem com Deus!
Ah, é verdade, há camisas que só mudam o tamanho mesmo. Vou escrever mais sobre essas diferenças e semelhançcas no vestuário, em breve, espero! rsrs
Menina, João Pedro está enorme! Vai completar dez meses essa semana, e está todo espertinho, engatinhando, subindo nos móveis e caindo! ai que aperta o coração, né? Mas por mais que tentemos proteger, não tem muito jeito.
A Paz!
Ih, menina, a gente se estica, cai junto, torce o braço, mas tem hora que não dá. Faz parte do crescimento deles, né?? Mas dói assim mesmo.
Dói mesmo, Karina! rs
Excelente e clarificador Andréia!!!
Me sanou muitas dúvidas!
Obrigada!
Lucineia.
Que bom, Lucineia! Gloria a Deus
A Paz!
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Olá Andrea, todo dia passo aqui em seu blog e tenho acompanhado o da Luciana também, agradeço pelas postagens, são completas, esclarecedoras. Estou como a Nana mudando aos poucos meu modo de vestir, infelizmente deixar de usar calças é mais dificil do que parece, mas com fé irei mudar, sendo feminina sem ficar com ar desleixado; mostrei o apostolado ao meu namorado e ele gostou, achou lindo e me dá apoio. Deus continue abençoando todas que se empenham em divulgar a modéstia a nós católicas. Abraços.
Oi Heloísa! Que bom que você também está nessa caminhada!
É assim mesmo, quando queremos mudar, muita coisa pode acontecer, mas com jeitinho vai acontecendo e quando vemos tudo mudou e ficamos mais femininas e modestas. É ótimo! mas como você mesma pode notar, não é fácil! Bom, mas ninguém disse que esse mundo é um lugar fácil, né? rs
Ah, fico contente que seu namorado apoie sua busca pela modéstia, Glória a Deus!
Abraço!
Muito obrigada pela resposta, Andrea! Vou fazendo adaptações com o que tenho e procurarei sim por um brechó, não havia pensado nessa alternativa. A paz!
Já soube de saias sendo vendidas em bazares nas paróquias por preços muito em conta, cinco, dez reais! E não era coisa ruim não. Muito bom!
A Paz!
Salve Maria!
Oi, Andrea, que texto interessante e esclarecedor, gostei muito também!
Uma coisa que me anima muito é quando estou lendo os comentários, tanto aqui como no blog da Luciana, é quando surge alguém que diz que está abraçando a modéstia e graças ao apostolado, dá uma alegria, sabe, um ânimo, a gente se sente parte disso, não é verdade?
Que Nossa Senhora continue lhe conduzindo neste caminho para que a senhora possa nos ajudar cada vez mais com o apostolado!
Fique com Deus
Salve Maria!
É mesmo, Débora, fico feliz ao saber que há mais pessoas trilhando esse caminho
Glória a Deus!
Obrigada pelo carinho!
A Paz!
Isso é sério?….. Que coisa mais rídicula.. Nom creio que perdi meu tempo lendo isso….