Por Christine Fitzgerald
Traduzido por Andrea Patrícia
vida
Houve uma reação tão saudável ao incidente durante as cerimônias do jogo do Super Bowl que o cidadão americano médio publicamente suspirando de alívio. A reação é prova de que há muita gente enojada com a mídia e o lixo televisivo em geral. Durante anos, as notícias têm sido inclinadas a se adequar às agendas revolucionárias, ou seja, a empurrar idéias igualitárias, imoralidade, violência e favorecer um desequilíbrio mental geral em todas as situações possíveis.
Violência e criminalidade

Homossexuais são assuntos regulares na TV de hoje
Verificando a lista de shows de TV disponíveis na semana passada, vê-se o seguinte, como passatempo possível para jovens e adultos:
• Rosie O’Donnell e Ellen De Generis – ambas professam-se abertamente lésbicas
• “Queer Eye for a Straight Guy” – conteúdo homossexual exibido em um contexto simpático
• O popular ER da NBC em que o Dr. Kerry Weaver (Laura Innes) tem abertamente professado a si mesma como lésbica. Uma personagem em Buffy a Caçadora de Vampiros também é assumidamente lésbica.
• Joan of Arcadia – uma adolescente que dialoga com diferentes encarnações humanas de “deus”, incluindo um servidor do refeitório da escola, um varredor de rua, e um “bonito” menino adolescente. Este “deus” prega o evangelho do relativismo moderno: ser verdadeiro consigo mesmo, seja lá o que isso for…
A imoralidade gritante é uma coisa. Outra é a violência. Uma noite de assistir à televisão pode trazer uma centena de assassinatos à visão. O quanto uma pessoa deve se tornar cruel e insensível quando, gradualmente, é endurecida com assassinatos cometidos diante de seus olhos? Quantas pessoas são influenciadas por esses modelos criminais? As respostas a estas perguntas podem ser facilmente obtidas no noticiário das cinco horas, todo fim de tarde. Crianças são raptadas, molestadas, torturadas e assassinadas, as mulheres são molestadas pelos seus maridos e vice-versa; estudantes do ensino médio estão matando seus colegas de escola; em todos os lugares há suicidas, desonestidade no local de trabalho, relações extraconjugais, e muito mais.
É com isto que as famílias americanas estão se acostumando. Mesmo que a televisão não seja a única causa desses crescentes crimes, sem dúvida, ela tem uma influência poderosa. Vendo televisão todos os dias, saturados pela imoralidade e violência mostradas com a impunidade, os americanos estão cada vez mais corrompidos e agressivos.
Um processo mau e sutil que, inconscientemente, muda os nossos costumes
Junto com a violência chocante e imoralidade, há um processo sutil ocorrendo nas mentes dos espectadores. As pessoas tendem a pensar que é apenas diversão; eles não percebem que toda a sua ideologia está sendo alterada, de forma sutil e silenciosa. A mudança é gradual, e afeta a eles, seus filhos, e toda a sociedade.
Este processo tem sido chamado transferência ideológica despercebida, um termo extenso que significa que as nossas mentes estão sendo alteradas sem que nós percebamos.

Marlon Brando: Escandaloso na década de 50 vestindo camiseta em público; hoje visto como normal
Médicos formados em hipnose dizem que a luz bruxuleante da televisão coloca as pessoas em transe imperceptível onde as imagens e idéias passam em seus cérebros sem a censura normal da razão. Assim, as imagens e idéias são introduzidas na mente da pessoa por um estranho – e, ainda, de maneira estranha e diferente de outros tipos de aprendizagem.
Este poder nefasto da televisão pode explicar parte da mudança que ocorreu em nossas vidas diárias. Quarenta anos atrás, era raro ouvir falar de um assassinato, um seqüestro ou de uma criança ser molestada de forma não natural. Naquela época, as pessoas iam para a cama à noite, na maioria das cidades pequenas, com as portas destrancadas. No Natal havia exposições públicas em todos os lugares de manjedouras e presépios. Na minha cidade natal, na Sexta-Feira da Paixão, todos os comerciantes fechavam suas lojas durante o horário de 12 às 3 da tarde em respeito à hora em que Nosso Senhor foi crucificado. As crianças eram respeitosas com seus pais e adultos em geral, e vestiam-se como meninos e meninas. Tatuagens e piercings eram legitimamente relegados às tribos pagãs e aos bárbaros, e não às pessoas de um país civilizado.
Na verdade, nenhuma criança teria sido capaz de conjurar as atrocidades no vestir e na “decoração” pessoal que vemos hoje. De onde surgiu a inspiração para isso tudo? Nós somos diferentes, radicalmente diferentes, como uma sociedade do que éramos há 40 anos. O que nos trouxe a este ponto, a esta condição que todos nós estamos sofrendo hoje em dia?
Um dos fatores dessa mudança foi certamente a televisão. Idéias revolucionárias, pagãs e esotéricas inaceitáveis para a nossa mentalidade Católica foram implantadas em nossos costumes. A sociedade foi introduzida a uma forma diferente de ser, vestir, falar e agir – vulgar, igualitária e imoral, e os espectadores, sem entender, sem perceber que, gradualmente, a aceitou e mudou as suas próprias atitudes e valores. A reação normal de indignação, atenuada pela visão repetida e por situações sedutoras que glorificam a imoralidade e o comportamento anormal, estava entorpecida. Este processo gradual tornou aceitável o que era inaceitável há anos atrás.
Uma solução simples e sábia: Desligue
Será esta uma questão complexa e complicada que vai levar anos de pesquisa para descobrir como pará-la? Não, a resposta é simples e direta. Como nação, os americanos devem desligar o televisor. Ao fazer isso, vamos cortar algumas linhas importantes de comunicação que os revolucionários, imorais e depravados têm para as nossas casas e nossos filhos. Precisamos bloquear o acesso às nossas próprias almas, e àqueles pelos quais temos responsabilidade.
Em dias passados, a Igreja Católica ensinou-nos que éramos moralmente responsáveis – culpáveis – por colocar a nós mesmos ou nossos filhos em ocasião de pecado. A programação da televisão hoje é ocasião de pecado, com certeza, mesmo em alguns casos, os programas de notícias com as suas “notícias” de todo tipo de atrocidade e ato não natural.
A própria idéia de desligar a televisão causa temor e tremor em muitos pais. O que pode ser feito com nosso tempo? Como vamos nos divertir? As crianças nunca aceitarão isso. Se alguém quiser falar de temor e tremor, ele seria sábio ao rever as palavras de São Paulo:
“Com temor e tremor – trabalhai na vossa salvação… Que vocês sejam irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, sem reprovação, no meio de uma geração corrompida e perversa: entre a qual resplandeceis como luzes no mundo.” (Flp 2,12,16)

- Uma solução para a família – Não deixe que isso domine a vida da família. Desligue. (Newsweek, 11 nov 2002)
As pessoas que realmente se preocupam com “trabalhar pela sua salvação com temor e tremor” devem se perguntar qual seria o melhor uso do seu tempo. Quanto tempo faz desde que os membros da família brincavam juntos? Que maneira maravilhosa de se conectar com seus filhos! Quando o nosso tempo em casa é gasto ao ficarmos mudos diante da televisão, é impossível desenvolver relações normais que constroem respeito, amor, compreensão e cooperação entre pais e filhos. Pessoas que jogaram fora a televisão descobriram, para seu deleite, que a vida se torna mais interessante, as crianças tornam-se gradualmente mais calmas e se aproximam da família. Inocência e paz lentamente voltam ao lar.
No passado as pessoas eram felizes e até mesmo orgulhosas de suas distinções, dos traços de sua família e maneiras de ser que os fazia diferentes dos outros. Hoje, temos o homem-massa, que se veste e age da mesma forma que todos os outros. O adolescente moderno pensa o que seus amigos pensam, veste o que seus amigos vestem. Os modelos para este vestuário e comportamento vêm daquilo que é visto na televisão. O ponto de referência não é mais a família. Amigos – ou mesmo uma gangue ou quadrilha – substituíram as relações normais entre o lar e a família.
Os modelos do lar e da família católica há não muito tempo atrás eram Cristo e a Virgem Maria e S. José. As vidas dos santos eram mostradas para admirar e imitar. Agora nós temos que Magic Johnson e Britney Spears. Um dos elementos que tem contribuído para esta queda ladeira abaixo é a influência quase universal e mortal da televisão na sociedade.
Felizmente, também estão aparecendo livros que detalham os efeitos negativos da televisão em todos os aspectos da vida de uma pessoa, especialmente na formação de uma criança. Se nós somos afligidos por aquilo que vemos ao nosso redor na sociedade – e quem não é – a solução é fácil. Desligue a televisão de uma vez por todas.
Para lembrar que seremos julgados por aquilo que de bom grado optamos por colocar em nossas mentes, seja inocente ou vil, lembremos do conselho de Nosso Senhor falando às multidões:
“Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus”
Original aqui.