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Beleza não tem idade. É, acho que essa frase é verdadeira. Uma prova é a figura linda de Julianne Moore, aos 48 anos de idade. Ela foi capa da Vogue britânica de junho deste ano, e suas fotos foram feitas por Alistair McLellan.

Nesse ensaio ela encarna uma mulher cheia de glamour e sofisticação, mas muito fatal para o meu gosto. É algo diferente dela, que é adepta de um visual mais discreto no dia-a-dia. Mas como quase todas as estrelas de Hollywood, Julianne não fica de fora no quesito apelação, infelizmente.

Julianne na Vogue de junho de 2009

As celebridades hoje terminam por passar às outras mulheres uma imagem que é falsa, onde elas são sempre muito belas e donas de uma sensualidade que se mostra exagerada, e em alguns casos bastante vulgar. Mas elas são simplesmente humanas!

Julianne é realmente bonita sim, só não é perfeita, claro. Como todo ser humano, por mais bela que seja, ela não está satisfeita com a sua aparência e já reclamou de suas sardas:

“Eu não mudei tanto assim. Continuo com sardas, apesar de não gostar delas. Só que com a idade, isso deixou de ter importância. Amadurecer é um processo, não acho que as pessoas se transformem”, afirmou.

Realmente amadurecer é um processo! E lidar com os defeitos faz parte dessa caminhada. É bom quando pessoas que são modelos para as outras declaram algumas falhas (nada escandaloso, please!). Serve para mostrar aos que ainda duvidam, que elas são gente como a gente. Bom, tudo bem que eu não tenho mansões em Hollywood, nem muitas jóias e vestidos de grandes estilistas, mas acho que vocês entenderam o que estou querendo dizer, não?

Julianne faz queixas de suas sardas (que eu acho um charme). Não tem jeito, por mais bela que seja a mulher, sempre está insatisfeita com alguma coisa. Normal, somos seres humanos, não somos perfeitos! Sabendo lidar com isso as coisas ficam mais fáceis e podemos passar a não exigir tanto de nossa aparência. Todas as mulheres, por mais lindas que sejam, tem seus problemas com o espelho, principalmente nos dias de hoje em que a cobrança é alta. Com modelos magérrimas e atrizes com peles de alabastro, exalando sensualidade por todos os poros em capas de revista, não é à toa que vemos tantas mulheres insatisfeitas com a própria aparência! Afinal de contas, tais celebridades são os modelos de beleza e conduta de hoje, quer as pessoas queiram, quer não. Elas iniciam tendências, ditam moda e chegam a se tornar porta-vozes de causas diversas, influenciando as pessoas em vários níveis.

O problema nisso tudo está no fato de que tais pessoas sendo apenas humanas e estando longe de serem santas, não deveriam influenciar tanto as pessoas. Elas têm defeitos, como qualquer um de nós. Mas o que vemos é que elas são imitadas muitas vezes no que tem de pior.

Lembro da minha infância onde os grandes modelos de mulher na época eram Gretchen e Madonna. Sério! Por mais que eu já tenha um dia gostado das músicas da “Material Girl” (hoje cada vez mais eu me afasto da música pop), eu bem sei que ela não é um modelo de ser humano a ser imitado. Ela mesma tem vergonha de certas coisas que fez no passado e das roupas que usava nos anos 80… as mesmas roupas que nós meninas desta época queríamos usar! Ela era modelo para meninos e meninas, as pessoas queriam ser como ela em algum nível (no vestuário, na dança, na música…). As celebridades sempre aparecem mostrando coisas que queremos ter, elas surgem como heróis, quase deuses, vivendo em um mundo onde quase tudo é possível. E nós queremos este mundo?! Há algo errado aí, não?

Isso é ilusão. Aquilo do qual sentimos falta realmente não pode ser alcançado assim. Daí então o sentimento de vazio quando as pessoas realizam certos sonhos, mas percebem que isso não é o bastante para serem felizes. Fica um buraco no coração. E não há roupas, corpos sarados, jóias ou poder que preencham esse buraco! Às vezes a frustração e o desencanto são tão fortes que tais astros chegam ao suicídio, destroem-se. E o pior é que ainda assim povoam a mente de muita gente sonhadora e fraca.

Não há problema em admirar aquilo que é realmente admirável e digno de nota. O mal está em confundir os talentos com os erros que os talentosos cometem e querer levar tudo no mesmo pacote para casa!

Mas voltemos a Julianne. A atriz diz não ter muitos cuidados com o corpo:

“Não sou exímia nesse campo. Sei que não devia ingerir cafeína ou beber vinho tinto. Mas faço as duas coisas. Podia ser muito mais magra se me preocupasse com todos os detalhes”.

Bom, digamos que ela exagera um pouco, caindo na neurose do politicamente correto que condena a cafeína e a bebida alcoólica. Ora, nesses casos o que faz mal é o exagero! E para que ela gostaria de ser mais magra? Já não é o bastante? Acorda Julianne, não caia na ditadura da magreza!


Julianne, tome seu vinho sem culpa. É só não exagerar!


O importante é saber viver com o que se tem, buscando estar bela e à vontade na própria pele, sem querer ser como as outras. Cada uma de nós tem algo de especial, de belo, e mais vale descobrir a beleza de ser criada por Deus e viver ciente disso sem cobranças excessivas.