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Hoje é comemorado no Brasil o Dia da Independência. Ok. Mas não é sobre isso que eu quero falar aqui.

 

Quero falar da independência feminina. Está mais do que na hora de nós mulheres buscarmos a nossa independência. Mas calma lá, não estou aqui reivindicando aquela coisa feminista lá dos anos sessenta não. Estou falando da independência da moda imposta por estilistas pervertidos e de mau gosto, dos padrões absurdos de beleza que nos são impostos, das roupas e comportamentos que rebaixam a figura da mulher na sociedade.

Por que se submeter à tirania do corpo perfeito? E é uma tremenda tirania, pois os tais modelos apresentados às mulheres de hoje nem são perfeitos mesmo. Por que querer ter um corpo “sarado” com barriga “tanquinho” e coxas musculosas? Há certas mulheres por aí que mais se parecem com homens, de tão musculosas que estão! E o modelo anoréxico? Que beleza existe em ossos expostos e cabeças enormes (quanto mais magra, mais cabeçuda). Quando é que as pessoas vão acordar para isso? É tão feio!

Outro dia um amigo meu me chamou atenção para um fato: as capas de revistas femininas estão sempre estampadas com as palavras “sexo” e “emagreça”. Ele comentou algo assim: Ora, como é que as mulheres querem ser respeitadas e levadas a sério se a vida delas é guiada por esse tipo de coisa? Por que gastar dinheiro com essas publicações que passam uma imagem falsa e degradante da mulher? Por quê?

É, meninas, estou sentindo a cada dia que passa uma espécie de movimentação das pessoas se revoltando contra essa falsidade toda. Tenho ouvido comentários, lido em sites diversos, as pessoas se queixando de tanto artificialismo, de tanto botox, plásticas e Photoshop. Que mundo é esse? Quanta falsidade!

Bom, também não sou nenhuma hippie que acha que o certo é sair por aí ao natural total, ou seja, sem tomar banho, sem se depilar, sem maquiagem… Não! Só não posso concordar com os abusos com os excessos que tenho percebido.

Percebo nas mulheres uma angústia terrível por causa das exigências do mundo contemporâneo. Afinal de contas são tantas as tarefas a desempenhar, tantos os compromissos! E como se não bastasse cuidar da casa, do marido, dos filhos, do trabalho, dos cabelos, da pele, ainda temos que nos preocupar com barriga “tanquinho”? Ah, menos, por favor!

Temos que dar um basta a essa loucura. Isso acontece por causa da falta de sentido! As pessoas estão correndo feito baratas tontas em busca de qualquer coisa que prometa felicidade – de preferência instantânea – sem se importar com o resultado. A felicidade que buscamos não está nesse mundo. Não está.  Aqui nós temos apenas momentos felizes. O sentido da vida não é a busca do prazer e a fuga da dor. Não é. Acorde enquanto é tempo e relaxe um pouco: você não tem que ser perfeita como aquelas mulheres das capas de revista. Elas também não são perfeitas, e por mais belas que sejam, elas são ajudadas pelo Photoshop.

Você não tem que andar com uma saia curtíssima ou um decote profundo para conquistar o homem que quer. Isso vai somente passar uma imagem vulgar, e acredite, não é por causa disso que ele vai querer um relacionamento sério com você. Para isso é preciso muito mais do que coxas e busto de fora. Então para que se angustiar tanto? Para que se rebaixar, se entregar tão facilmente? Vale a pena ser tratada como objeto? Claro que não. Isso fere a dignidade humana e só pode trazer mais dor, mais infelicidade. Na busca pela felicidade a qualquer custo o resultado é justamente o oposto, seja a curto ou longo prazo.

Então mulher, acorde para vida e declare sua independência da tirania da moda indecente, da promiscuidade e do corpo “perfeito”.  Bonita sim, mas sem exageros.

Viva a vida, mas viva de verdade: com dignidade e amor. Busque o sentido!