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Caros leitores, com este post eu quero fazer alguns esclarecimentos sobre este blog.

Minha proposta aqui é apresentar a beleza de forma digna e dignidade nós encontramos na vida modesta. Este é um espaço para falar de feminilidade, de comportamento e de modéstia, sempre dentro da visão católica, já que esta é a minha religião, é meu modo de ver a vida.

Todas as pessoas vivem suas vidas de acordo com suas convicções, sejam estas firmes ou não. Quem não crê em nada termina por acreditar em tudo e daí vermos gente que louva todo tipo de coisa, pois crê que tudo é válido. Este não é o meu caso, obviamente. Há aqueles que criticam os cristãos por estes apresentarem suas convicções em blogs, livros, obras diversas, ou ao falarem sobre política ou até mesmo sobre moda. Mas estas mesmas pessoas também apresentam suas crenças em suas obras, a diferença é que muitos destes crêem em coisas que eles escolheram aqui e ali, pegam um pouquinho de Budismo, misturam com paganismo ou ateísmo (sim, isso existe!) e voilá: apresentam suas opiniões relativistas por toda a parte, mas se enfurecem com os cristãos que ousam colocar suas crenças em seu trabalho também.

Então a minha proposta aqui no Maria Rosa é apresentar minha visão da moda, da feminilidade, é discutir sobre comportamento e modéstia sempre dentro da visão católica, que é a minha. Esclarecido isto, vamos para o segundo esclarecimento.

Quando eu apresento imagens de pessoas, fotografias ou pinturas, eu sempre quero mostrar aquele momento específico. Não estou mostrando aquela pessoa como modelo a ser seguido, mas sim colocando aquele exato momento, aquela roupa, aquele visual como algo bonito e que pode servir de exemplo. Por isso aparecem aqui desconhecidas, modelos famosas ou não, atrizes, cantoras, etc. Aparecem também santas. E a santa que eu digo com toda a certeza que é sim o modelo a ser seguido por todas as mulheres é Nossa Senhora. Esta sim eu coloco como modelo de modéstia. As outras mulheres que não são santas eu mostro, mas não como modelos a serem seguidos completamente, e sim busco aproveitar o momento onde se vestiram e se portaram de acordo com a modéstia ou muito próximo desta e quando isso acontece, eu faço as devidas ressalvas. Embora eu queira daqui para a frente apresentar cada vez mais somente o que for realmente modesto, eu entendo que existem adaptações que podem ser feitas, por isso aparecem fotos aqui de visuais que são adaptáveis, e quando isso acontece eu não estou dizendo “use desse mesmo jeito que aparece aqui”, mas sim “faça suas adaptações para que fique realmente modesto”. Mas ainda assim não publico aqui fotos indecentes e somente aquelas que não estão perfeitas (por exemplo uma manga muito curta ou uma saia mal cobrindo o joelho), mas que sendo assim não escandalizam.

Aos poucos fui retirando imagens que percebi que não estavam de acordo com o que fui aprendendo sobre o assunto e isso é muito bom, faz parte do crescimento da pessoa com relação a algo. Comecei este blog sem saber o que era modéstia e não era um espaço para falar disso, pois eu não conhecia nada sobre o assunto, era simplesmente um lugar para falar de moda, feminilidade e comportamento de forma digna, a partir da minha visão das coisas. Mas como eu não fico parada e resolvo sempre buscar aprender mais sobre o que pretendo falar, terminei por descobrir o que é a modéstia e desde então o blog foi mudando de feição.

Então sobre as imagens que posto aqui: é impossível colocar qualquer uma dessas celebridades, sejam artistas ou não, como modelos a serem seguidos, pois são seres humanos falhos, cheios de defeitos e que nem sempre se apresentam de forma modesta (aliás, difícil é que se apresentem assim, já que é uma luta encontrar fotos delas modestas ou próximas da modéstia ao menos). Fazer isso seria imprudente de minha parte, pois estas pessoas ainda estão escrevendo sua história, não terminaram suas vidas e podem errar a qualquer momento, portanto não podem nem devem ser tomadas como modelos de modéstia. Eu não posso colocar como modelos a serem seguidos pessoas que uma hora aparecem bem vestidas e em outra aparecem com minissaias e calças justas. Não dá. Logo o que eu quero é mostrar aquele momento onde a pessoa X ou Y se mostrou de forma digna: decorosa e modesta. Nem sempre é possível, nem sempre fica perfeito, mas estou tentando.

Quando ponho uma foto de tal ou qual celebridade fico feliz por ter encontrado uma imagem dela onde aparece realmente elegante ou modesta. Fico pensando em como seria bom se toda a sua vida se transmutasse, se seu coração se tornasse modesto para daí então ela viver esta virtude diariamente e tornar-se bom exemplo para os outros. Apresentar uma imagem de uma figura conhecida não quer dizer que eu aprovo todo o seu modo de ser ou o seu vestuário. Há momentos em que eu só quero colocar como exemplo uma peça de roupa e não todo o visual, há momentos em que eu quero dar uma idéia de um visual bonito e mostro especificamente uma peça, um detalhe ou uma parte da foto que passa a sensação de decoro, de beleza.

Então quando apresento uma foto eu quero mostrar aquele momento, não louvar tal ou qual figura, por que todas são falhas. Quando elogio alguém, o faço pensando em alguma qualidade específica dela ou na emoção que tal foto produz em mim e isso não quer dizer que eu estou aprovando seu modo de ser em outros momentos.

Achei por bem fazer estes esclarecimentos devidos a algumas perguntas que me fazem e a comportamentos que observo em mim e em outras pessoas. Como eu faço aqui algo que considero sério – pois são várias as pessoas que me procuram buscando saber sobre o que a Igreja diz a respeito da modéstia, do vestir-se, querendo saber como agir de forma a agradar a Deus e a atingir a santidade – creio ser minha responsabilidade buscar mostrar as coisas neste blog com o devido cuidado ao meu público.

Modéstia é assunto sério, é uma virtude e como tal tem que ser tratada com o devido respeito. Não posso simplesmente jogar aqui minhas idéias e fazê-las todas passar como sendo o supra-sumo da modéstia, como sendo as palavras da Igreja – sem mostrar onde está escrito que a roupa deve ser de uma forma e não de outra -, colocando o meu código de vestimenta como se estivesse de acordo com a moral católica quando não o é. É claro que aqui vão aparecer mais coisas do meu gosto – embora eu coloque também coisas que eu sei que vão agradar a outras pessoas e não necessariamente a mim-, mas o meu gosto não pode prevalecer sobre a decência. Por isso tenho sempre procurado ter cuidado com o que apresento aqui, leio e releio o que dizem os santos e os Papas, o Magistério, para poder sempre mostrar o que esteja de acordo com isso tudo e não somente o que eu acho que seja bom. Com isso o blog vai mudando, sempre de acordo com o que vou aprendendo. É por isso também que acho importante publicar aqui os textos referidos acima para que todos possam estudar e saber o porquê das roupas apresentadas aqui serem de uma forma e não de outra. Por exemplo, porque as roupas aqui sempre têm mangas e não possuem decotes acentuados? Porque a moral católica aponta como partes menos honestas os braços e os seios, e sendo assim estes devem estar cobertos apropriadamente. Então busco sempre apresentar roupas que atendam a estes requisitos. O que faço aqui é apresentar os princípios defendidos pela Igreja para então segui-los apresentando os textos e as imagens. Agora o que não posso fazer é interpretar do meu modo e dizer que roupas de alças – que expõem o braço inteiro e muitas vezes também podem expor os seios, ou seja, que são contrárias ao que aprendemos na Teologia Moral – são modestas. Por mais que eu gostasse de roupas sem mangas, não poderia expor isso como sendo bom, de acordo com a Igreja e ao mesmo tempo afirmar que busco me guiar pela modéstia, pois seria contraproducente.

Havia um tempo em que como eu não via a Igreja se pronunciando sobre vestimentas, nunca tinha lido os textos do Papas e Santos sobre o assunto, eu me admirava somente com as roupas totalmente imodestas (como microssaias e blusas curtinhas), achando bom usar todo tipo de roupa contanto que não fosse assim tão descaradamente indecente. Mas ao estudar sobre o que diz a Igreja descobri que não é bem assim, que temos que respeitar a moral e para isso é preciso conhecê-la (Santo Tomás de Aquino, Santo Afonso de Ligório e Del Greco explicam muito bem a Teologia Moral). Também não posso dizer que a Igreja não tem que dar regras e apenas princípios, que cada um de nós leigos é que deve decidir como agir ou se portar, pois não é assim que pensa o Papa:

Alguns desejaram limitar a competência do magisterium da Igreja, para o reino dos princípios, excluindo disso os fatos, os casos concretos. Eles pretendem que este campo pertença ao leigo, que lá, o leigo está em seu próprio terreno, no qual ele desfruta de uma competência da qual a autoridade eclesiástica carece. Deixe-nos repetir aqui somente que esta afirmação não pode ser apoiada: na medida em que não é simplesmente uma questão de determinar a existência de um fato material, mas sim de julgar suas implicações religiosas e morais, está em jogo o destino sobrenatural do homem e como resultado, a responsabilidade da Igreja é chamada a entrar em jogo; em virtude de sua missão divina, e da garantia que ela recebeu para este efeito, a Igreja pode e deve determinar o grau de verdade e erro contido nesta ou naquela linha de conduta, nesta ou naquela maneira de agir”.

(Papa Pio XII. O Apostolado da Mulher Católica. Alocução para a União Mundial das Organizações de Mulheres Católicas. 29 de setembro de 1957)

Então com eu quero ser uma filha obediente da Igreja, eu devo crer no que diz o Papa, que neste assunto de moral deve sempre ser ouvido com atenção e boa vontade. É por isso que continuo estudando, buscando saber mais sobre o que a Igreja diz a respeito da modéstia.

Algumas pessoas parecem não se dar conta de que estamos aqui de passagem, e que devemos aproveitar bem – cada um dentro de suas capacidades – o tempo que temos. Parecem não perceber que tudo o que fazemos tem algum sentido ou deveria ter, e que este sentido deve ser sempre o maior de todos: o encontro com Deus. Sendo assim está em jogo o destino sobrenatural do homem e então vê-se claramente que não podemos brincar com certas coisas. Para aqueles que pensam que modéstia, que moral, é bobagem não se pode fazer muita coisa a não ser orar para que acordem para a realidade: nossas vidas para serem perfeitas como Deus quer que sejam devem se pautar de acordo com a moral. Deus nos quer puros. Por isso não podemos brincar com a questão da modéstia achando que uma roupa que na realidade é indecente pode ser apresentada como sendo boa apenas porque se acha que é assim. Não devemos nos pautar por nossos achismos, não podemos parar de buscar saber a verdade.

A modéstia é uma virtude e como tal não surge de fora para dentro, mas de dentro para fora. Temos que deixar o espaço no nosso coração para que o Espírito Santo atue e nos dê a graça de sermos modestas. E isso vai acontecer com cada um de uma maneira: alguns caminharão muito rápido, outros mais lentamente. Tudo depende da graça divina e da docilidade de cada um para aceitá-la.

Não basta dizer: “tenho que ser modesta”, e daí usar aquilo que eu acho que seja modesto, nem buscar em meu confessor (que muitas vezes – no Brasil de hoje – não tem preparo algum sobre esta questão) a validação para os meus desejos. Estou buscando, estou aprendendo a cada dia mais. Tenho que buscar entender o que é modéstia, o que é pudor, o que é moral, para então agir de acordo e ajudar outras pessoas neste caminho. Se eu não fizesse isso não poderia nunca ser levada a sério, nem por mim mesma.

Espero que, com isso que coloquei para vocês agora, fique mais claro o propósito que tenho com relação a este blog.

A Paz!
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