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Por Wetzstein Cheryl

Traduzido por Andrea Patrícia

 

The Washington Times

segunda-feira, 27 de setembro, 2010

Os números anuais da pobreza saíram recentemente, e com eles o massacre anual de explicações e posicionamento político.

Os fatos são estes: Em 2009, o primeiro ano completo da “Grande Recessão”, a taxa de pobreza aumentou de 13,2 por cento para 14,3 por cento. Isso significa um recorde de 43,6 milhões de pessoas viviam na pobreza, definido como menos de 10.830 dólares por ano para uma pessoa, $ 14.570 para duas pessoas, $ 18.310 para três, etc.

Francamente, como outros, eu estava animada que a taxa de pobreza não foi maior. A média anual de renda da América também foi boa – permaneceu estável em pouco menos de 50.000 dólares por ano.

Eu gostaria de dar uma olhada na pobreza de uma forma que ninguém mais faz, pelo menos na grande mídia. Nós todos sabemos quem está na pobreza. Mas quem não está? E porque eles não estão? Existem duas categorias de pessoas com alta improbabilidade de que vivam na pobreza: americanos de origem asiática e casais casados. E sim, há claramente alguma sobreposição.

Quando se trata de pobreza, asiático-americanos tem menos da metade da probabilidade de ser pobre como outras minorias: Em 2009, cerca de 12,5 por cento dos asiático-americanos vivia na pobreza, em comparação com 29 por cento dos negros e 28 por cento dos hispânicos. (Os brancos eram menos prováveis de estar em situação de pobreza, de 9,4 por cento.)

Quando olhamos para o lado da contabilidade, no entanto, asiático-americanos são muito mais prósperos do que outros grupos raciais. Sua renda familiar mediana foi de gritantes $ 65.469. Em comparação, as famílias brancas tinham pouco menos de 55.000 dólares, os hispânicos tinham 38.039 dólares e os negros tinham 32.584 dólares.

O que distingue as famílias asiáticas, digamos, das famílias negras? Francamente, não sabemos o quanto devemos, como muitas pesquisas federais não expor “asiática” como uma etnia. Mas nós sabemos que:

• Crianças asiáticas são as mais prováveis de qualquer grupo racial a crescer com os dois pais. (82 por cento, em comparação com 76 por cento das crianças brancas, 65 por cento das crianças hispânicas e 36 por cento das crianças negras.)

• As meninas asiáticas são as que têm menos chances entre os grupos raciais de ter filhos antes dos 20 anos. (7 por cento das meninas asiáticas, em comparação com 11 por cento das meninas brancas, 25 por cento das meninas negras e 33 por cento das meninas latino-americanos.)

• Crianças asiáticas são altamente susceptíveis de se graduarem no ensino médio (88 por cento), ir para a faculdade (67 por cento) e obter um diploma de bacharel (quase 50 por cento).

• As mulheres asiáticas tendem a ter seus filhos no fim dos seus 20 anos e no início dos seus 30 anos de idade. Isso provavelmente quando elas são casadas, como os asiáticos têm a maior taxa de casamento (65 por cento da taxa de casamentos, comparada com 61 por cento para brancos).

• As famílias asiáticas têm baixos índices de divórcio (4 por cento, em comparação com 11 por cento para brancos) e baixa utilização da assistência pública (2,2 por cento das famílias asiáticas usam programas de bem-estar.)

Alguém pode pensar que essa “minoria” modelo pode ser estudada por suas soluções de combate à pobreza, mas eu não ouvi falar de tal estudo ainda. Entretanto, os leitores podem contar com a Heritage Foundation para repetir o tema que o casamento é “a maior arma da América” contra a pobreza infantil.

A principal causa da pobreza infantil (atualmente em 20,7 por cento) é “a ausência de pais casados na casa”, disse o analista do Heritage Robert Rector em seu resumo de 16 de setembro sobre este assunto. Suas soluções incluem a intensificação da educação pública sobre os benefícios do casamento, principalmente em bairros de baixa renda; remover “penalidades de casamento” em programas de bem-estar para que então os pais de baixa renda que querem se casar possam fazer isso sem perder os benefícios, e ensinar a sabedoria de acabar primeiro a escola, para depois se casar e ter filhos como o melhor caminho para a prosperidade.

Os dados do censo claramente voltam a isto: Das famílias onde o casal é casado apenas 5,8 por cento viviam na pobreza em 2009. Das mães que chefiam a casa, quase 30 por cento viviam na pobreza, como quase 17 por cento dos lares chefiados pelo pai. A América gastou trilhões de dólares em serviços e benefícios para acabar com a pobreza, mas não conseguiu muito. Não é claro que é hora de investir na reconstrução de “casais” e nas relações familiares em comunidades carentes?

 

Original em Washington Times