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Por Erin Palazzolo

Traduzido por Andrea Patrícia

Em primeiro lugar: eu sou uma nova mãe! Minha filha, Helena, de quatro anos e meio meses de idade, está abrindo um novo mundo para mim e meu marido. E sim, minha identidade está mudando…

Eu cuido de um grupo de mães e em discussões com outras mães, eu fico sempre tropeçando em algumas coisas. Tornar-se uma nova mãe é difícil e surpreendente, mas é objetificante? Acho que muitas mulheres bem-educadas dessa geração estão se esforçando em se conectar aos seus bebês, seu novo papel, e se sentindo como pessoas que meramente satisfazem necessidades – objetos aos olhos de seus filhos. Muitas vezes me perguntam sobre como eu gasto meu tempo e como eu sou. Distração e ocupações são formas comuns de passar o tempo e sobreviver… mas fazer essas coisas honestamente nos faz sentir mais como uma pessoa?

Ser objetificada é ser tratada como uma Coisa. Mas a maternidade não pede uma parte de nós; pede TUDO de nós. Nós não somos apenas pessoas que satisfazem necessidades (alimente-me, vista-me, troque-me!); Nossos bebês não usam partes de nós simplesmente, mas dependem e precisam de nós para Tudo. Isso não é no fundo aterrorizante?

Nós podemos nos esconder ou tentar correr de volta ao trabalho algumas vezes e ficar longe dele. A maternidade é transformadora – ficando em casa, eu fico despojada, vulnerável, alma e falhas totalmente nuas e expostas. Mas, quando você pensa sobre isso, como posso ser despojada de minha personalidade ao cuidar de outra pessoa tão completamente?

Eu não sou objetificada, porque eu estou aprendendo a abrir mão de muitos dos meus preconceitos e expectativas e viver o momento com minha pequena. Então o que eu faço todos os dias é viver para e com uma outra pessoa – ela é sustentada por mim mesmo quando tudo o que fazemos é comer, dormir, brincar, orar e se trocar. Meu objetivo de vida é mais importante do que recuperar o atraso na minha lista de afazeres.

Alguém compartilhou uma reflexão comigo eu me sinto obrigada a repassar! A partir do momento da concepção…

“A pessoa mais importante na Terra é uma mãe. Ela não pode reivindicar a honra de ter construído a Catedral de Notre Dame. Ela não precisa. Ela construiu algo mais grandioso do que uma catedral – a habitação para uma alma imortal, a pequena perfeição do corpo de seu bebê… As mães estão mais perto de Deus, o Criador do que qualquer outra criatura… O que nesse belo mundo de Deus é mais glorioso do que isso: ser mãe?

~ Cardeal Jozef Mindzenty

 

Original aqui.