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Por Marian T.Horvat
Traduzido por Andrea Patrícia

vida

Respeito humano. Ele nos faz agir levando em consideração em primeiro lugar o impressionar os outros ou o aparecer bem diante de nossos colegas ou amigos.

Esta é uma história de um pai tradicionalista que tinha mais respeito por Nosso Senhor do que pela opinião de seu próximo. Sua fé e coragem impressionaram tanto sua filha que ela voltou para a prática da fé.

Ela era uma menina católica nos anos 60 como tantas outras dessa época caótica. Educada em escolas católicas primárias e secundárias, ela estava fora numa universidade estadual e não mais praticava a fé. Ela tinha muitas desculpas para justificar seu lapso: pessoas sem preconceitos estavam abertas a novas experiências; o seu namorado não era católico e achava que todas as regras e restrições eram ridículas; muitos de seus outros amigos católicos não eram praticantes também, e um deles até tinha se tornado um budista. Mas ela não tinha desculpas para seus pais, e especialmente sua mãe, que rezava um rosário por dia e ia à Missa, várias vezes por semana.

Ela tinha ido para casa para o Natal, assistido a Missa do Galo, e comungado. Afinal, o que sua mãe acharia se ela não fizesse isso? E se seu pai iria tentasse fazer com que ela viesse para casa e parasse de financiar suas mensalidades da faculdade? Além disso, teria sido difícil ficar no banco enquanto todos os outros entrando na fila de Comunhão. Assim, muitos vizinhos, parentes, velhos amigos e professores … O que eles teriam pensado?

Uma conversa calma

Foi se aproximando a Páscoa, e ela estava indo para casa novamente. Ela não tinha percebido (quando você é jovem e auto-centrada, você não percebe o quanto seus pais podem adivinhar o que está fazendo), mas o pai dela tinha algumas suspeitas de que ela não ia à Missa Dominical ou praticava a Fé. No dia seguinte ao que ela chegou em casa, ele encontrou uma maneira de alcançá-la sozinha para uma conversa tranquila.

“Eu sei que você pode não estar praticando a Fé”, disse o pai a sua filha atordoada. “Claro, eu estou preocupado. Mas há outra coisa que está me incomodando agora.

“Você sabe que nós temos o grande privilégio de receber Nosso Senhor – Corpo e Sangue – na Sagrada Comunhão. A Igreja só pede uma coisa para um católico para receber a Sagrada Eucaristia – para a alma para ser viva, isto é, estar em estado de graça.

“Você sabe como você é importante para sua mãe e eu. É por isso que eu estou falando com você agora. Não vá para a Comunhão apenas para nos agradar, ou porque você está preocupada com o que alguém vai dizer. Se você estiver em estado de graça, tudo bem. Mas se não, o Pão da Vida será um pão de morte para você. Isso não significa que a Santa Eucaristia foi feita para ser a sua morte, mas apenas que, antes mesmo de recebê-la, você já estava morta. E você está tão em um duplo sentido após recebê-la, porque você terá cometido um sacrilégio violento contra Nosso Senhor.

“Eu li que o sofrimento mais cruel para os mártires era ser atado a um cadáver em estado de decomposição”, continuou ele. “A morte teria sido preferível para eles do que esta tortura, pois este contato forçado da vida com a morte é um castigo terrível. Então, por que Jesus Cristo atado ao que está morto?

“Eu não tenho mais nada a dizer. Só peço uma coisa: não vá para a Comunhão neste Domingo de Páscoa, a menos que esteja em estado de graça. Eu já lhe disse para não se preocupar com o que sua mãe vai dizer ou pensar. Eu vou falar com ela. Eu espero que você não esteja muito chateado comigo, querida. Você é minha filha, e se eu tenho o dever de me preocupar com sua saúde e educação, eu tenho ainda mais motivos para me preocupar com sua alma e sua felicidade eterna. Eu sempre lhe disse que não faça algo errado só porque você está preocupada com o que as pessoas vão pensar. Mas, sobretudo, não ofenda Nosso Senhor Jesus Cristo só para manter as aparências.”

Ela estava com raiva, como ele sabia que ela estaria (a juventude moderna, afinal, foi treinada para não permitir qualquer interferência em suas ações e crenças pessoais). Mas ela fingia estar despreocupada e indiferente.

Ainda, naquela Páscoa ela não foi a Comunhão. Foi preciso mais coragem do que ela se dava conta para ficar no banco e se perguntar o que “todo mundo” estava pensando. O resto da família não disse uma palavra sobre isso. A vida continuou normalmente com a família ficando junta, a caça ao ovo para os pequeninos, os preparativos para retornar à universidade.

Mas ela se lembrou do que seu pai havia dito. Era como se as palavras tivessem sido marcadas a ferro em sua memória. Ela tentou esquecê-las, mas elas estavam sempre lá. Mais tarde, quando ela voltou para a prática da Fé, ela percebeu o quão importante foi essa curta conversa. Ela tinha feito com que ela visse o quanto seu pai levou a sério sua Fé e como ele realmente acreditava na presença real de Nosso Senhor na hóstia sacramental.

Quem é essa garota? Eu conheço muitas jovens que poderiam ser. Mas, na verdade, eu não a conheço pessoalmente. Eu ouvi essa história não da menina, mas de um padre, que estava pregando sobre o respeito humano.

Parece-me um bom exemplo para relatar aos meus leitores. Mesmo nas igrejas tradicionalistas, quantas más Comunhões estão sendo feitas causadas por respeito humano? Tudo se resume a isto: se preocupar mais com o que as pessoas vão pensar do que com o que Deus pensa.

Original aqui.