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Por Frère Ignatius

Traduzido por Andrea Patricia

É verdadeiramente duvidoso que qualquer cristão católico ou não católico possa questionar a necessidade de modéstia. A modéstia é uma virtude, e mais do que isso, é um instinto. Uma vez que somos criaturas decaídas, sujeitas ao pecado original, nós também nos encontramos sujeitos, em maior grau, a tentações pecaminosas da carne. Isso nos dá uma vontade de cobrir a nós mesmos, de acordo com a lei natural que Deus inscreveu no coração de cada homem. No entanto, devido aos efeitos insidiosos da secularização da nossa sociedade, o que antes, não há muito tempo, era aparentemente senso comum, é agora uma questão altamente carregada e emocional.

Para o bem ou para o mal, é um fato da vida que o sexo masculino não é muito controverso, no que diz respeito a modéstia. Temos um pouco mais de margem de manobra, embora ainda estejamos obrigados a sempre vestir-nos com decoro e decência. Nossos corpos são templos do Espírito Santo, e devem ser tratados como tal. Pode-se facilmente ter isso como “boa conduta” e escrever livros inteiros sobre o porte adequado, boas maneiras e civilidade em geral.

Infelizmente, entre os católicos, a modéstia do homem não é muito controversa, mas a modéstia exigida das mulheres, é. Isto deriva de uma diferença inerente entre os sexos, de tal forma que, enquanto a maioria das mulheres, naturalmente, não se concentre somente sobre a aparência à primeira vista, e normalmente não são tentadas a luxúria pela estimulação visual, os homens, infelizmente, são. Exceções existem, claro, e no nosso tempo, com as influências da moderna “cultura” desordenada do unisexual-masculino, e os vícios predominantes nela, muitas meninas, infelizmente, são tentadas facilmente pela carne. Alguns homens não são, é claro, e se não forem, então isso é uma coisa maravilhosa. No entanto, exceções fazem regras pobres, e temos de lidar com o que é a consistente e objetiva verdade.

Os homens, pela sua própria natureza, são tentados a olhar para as mulheres e a cobiçá-las. Por conseguinte, como nós realmente somos guardiões de nossos irmãos, as mulheres devem considerar isto em seu vestuário. Um padrão “homem razoável” pode ser seguido. Este padrão “homem razoável” é certamente mais elevado (em ambos os sentidos da palavra) do que se poderia imaginar a princípio, dada as modas vergonhosas do nosso tempo. A Santa Igreja, na sua infinita sabedoria, nos deu algumas orientações, felizmente, e estas são consistentes com as normas constantes dos trajes modestos que têm sido praticadas por cristãos devotos, essencialmente nos últimos 2.000 anos. Existem, certamente, “regulamentos”, muitas vezes citados como “Vestidos devem ter mangas, deve estender-se abaixo do joelho ou pelo menos até o joelho, não devem ter decotes pronunciados, nem devem ser excessivamente apertados, nem com fendas excessivas, etc.” Isso, no entanto, foi jogado no chão, e espera-se que qualquer garota com um Sensus Catholicus (sentido da fé católica) adequadamente formado irá, naturalmente, ser capaz de sentir se uma peça de vestuário é indecente ou apropriada para uma dada situação. Não obstante, o seguinte princípio básico é de extrema importância: a roupa feminina tem de ser feminina, e as roupas masculinas devem ser masculinas. Ficam estabelecidas diferenças entre os sexos, tanto na “construção física,” socialmente, e entre as mentes. Como este é o caso, é lógico que as mulheres, naturalmente, vestem-se de maneira diferente dos homens.

Isso nos amarra no tópico extremamente volátil de “calças X saias.” Calças são, na civilização ocidental e na cultura (que foi formada ao longo dos últimos 2.000 anos diretamente pelo cristianismo Católico e, portanto, objectivamente a melhor cultura do mundo, pois o Cristianismo é objetivamente a Religião Verdadeira) predominantemente roupa de homens. Isso é fundamental, na medida em que em uma família tradicional, a mulher trabalha em casa para cuidar dos filhos, enquanto o homem é o único que está fora “sustentando a família”, ou “trabalhando nas minas de sal”, ou como se queira colocar isso. É esperado que os homens realizem a maioria dos trabalhos pesados, e eles geralmente exigem uma maior flexibilidade na perna. É difícil ficar em cima do feixe de um telhado para aplicar telhas (ou montar um cavalo, ou qualquer dessas coisas) quando se está sobrecarregado com um vestido longo. Além disso, Peeping Tom* chamava-se Thomas e não Sally ou Eliza. Isto pode parecer um pouco bizarro, mas ilustra um maior ponto que foi mencionado anteriormente. Os homens, em geral, não precisam se preocupar com escandalizar o sexo frágil com seus trajes, que podem se agarrar às pernas e enfatizar as formas. (Embora, é claro, ter as formas muito enfatizadas é tão errado no homem como na mulher, de acordo com os princípios básicos da modéstia.) As mulheres são, no entanto, mais vulneráveis ​​a tais olhares, e é indiscutível que uma saia “bem longa”, caindo solta, sem uma fenda comprometedora, é muito mais modesta do que mesmo a mais modesta das calças conservadoras, não importa o horrível jeans agarrado, que enfatiza todas as áreas que não deveria e que poderia facilmente incitar a terríveis pensamentos na mente de um homem.

Feminilidade é outro grande fator. Já foi estabelecido que existem diferenças marcantes entre homens e mulheres, que correspondem a diferentes papéis na família e na sociedade. Sendo este o caso, o vestido como um traje feminino na cultura ocidental é bastante apropriado para uma dama. É claro que é mais modesto, não se agarra e expõe a região da virilha que não deve ser enfatizada, e, como qualquer mulher que tenha se acostumado a usar saias e, então, tenta vestir um par de calças irá dizer-lhe, sente-se muito mais livre, graciosa e incentiva um tipo completamente diferente de movimento do que um par de calças. Hoje em dia, desde o advento do chamado movimento “feminista”, o sentido do feminino verdadeiro no mundo está sendo rapidamente perdido. Mulheres estão agindo, vestindo e até mesmo falando como os homens. Homens ainda estão falando e se vestindo como homens, mas no meio do ataque das feministas, estão começando a agir como mulheres, alternando os papéis naturais e contribuindo para a desordem. Assim, mesmo se as calças usadas por mulheres fossem objetivamente OK, e saias/vestidos fossem meramente “acessórios agradáveis,” certamente poderia se argumentar que as mulheres têm a obrigação de usá-los mesmo assim. Papéis tradicionais de gênero deve ser preservados, e as mulheres devem ter orgulho de resistir aos apelos da cultura secular, vestindo suas saias como se fossem bandeiras de guerra por Cristo-Rei.

Original aqui.

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Notas da tradutora:

*Peeping Tom: é o apelido que se dá ao homem que espreita mulheres para ver sua intimidade. Surgiu da lenda de Lady Godiva, quando um homem chamado Tom a espreitou e ficou cego.