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Por Peter Chojnowski

Traduzido por Andrea Patrícia*

vida

Ao escrever sobre mulheres e seu papel na sociedade e na vida familiar, é extremamente interessante consultar o relato da criação de Eva, a primeira esposa, no Livro do Gênesis. A característica mais particular da narração, no capítulo 2, é o fato de que Eva é criada como uma esposa. Não há relato feito sobre qualquer rito nupcial ou ação após a criação de Eva por Deus a partir da costela de Adão. Considerando que, Adão é criado e imediatamente é dada a ele a tarefa de subjugar a terra, Eva é criada a partir do ser primordial de Adão, a fêmea do macho, o feminino do masculino, como companheira nesta tarefa de alcançar o domínio sobre o mundo. Aqui Adão tem uma tarefa e chamado antes de gritar na sua solidão. Ele está sozinho, e ainda assim ele faz o seu trabalho. Sua ocupação é alcançar o domínio sobre o que foi dado a ele. Este impulso para o domínio tem um aspecto duplo, que é tanto físico quanto intelectual. O primeiro homem deve ter agrupado os animais diante dele para nomeá-los e classificá-los de acordo com o tipo. Isso é “capturá-los” dentro dos limites do conceito, é abri-los com uma incisão intelectual que revela o conteúdo essencial de cada um. Adão, o primeiro homem, alcança essas conquistas, imitando o domínio fácil do Criador sobre a não ordem, ao invés da desordem, do nada, com certa auto-suficiência, que é característica da mente masculina.

O relato do Gênesis sobre a criação de Eva retrata um ser de um caráter diferente. Aqui, não há essa auto-suficiência por parte da primeira mulher. Depois de terminar seu trabalho, Adão fica solitário, e é por isso que Eva é criada. Desde seu início, o papel de Eva foi derivativo. É Adão, que não tinha ainda perdido a plenitude de clareza racional, que reconhece em sua mulher o caráter derivativo tanto do seu ser quanto da sua ocupação temporal. No capítulo 2, lemos: “E Adão disse: Esta agora é osso dos meus ossos e carne da minha carne; ela será chamada mulher, porque ela foi tirada do homem”. É assim, o primeiro homem que define o caráter feminino essencial da primeira mulher. Eva atinge o pleno auto-entendimento só depois de Adão revelar seu próprio raciocínio a ela através da palavra falada.

É interessante, que na tentativa de trazer a queda do homem de seu estado de inocência primal e graça, Satanás deve tentar seduzir o entendimento de Eva, em vez de Adão. Como ele vai fazer isso é ainda mais interessante e esclarecedor. Ao invés de simplesmente confiar em argumentos que lhe dão a aparência de racionalidade, Satanás seduz a razão de Eva provocando a sua imaginação, na esperança de que a sensação e imaginação de Eva logo seriam seguidas pela sua razão. Ao manipular a tendência feminina de aplicar declarações gerais para si com uma rapidez que vai muito além da intenção da declaração em si, Satanás usa como parte de sua sedução uma palavra que pode ser facilmente tanto ser personalizada quanto materializada, foi a palavra “olhos”.

É no capítulo 3 de Gênesis, lemos que, “Então a serpente disse à mulher: Não, você não sofrerá a morte. Porque Deus faz saber que no dia em que você comer dele, seus olhos serão abertos: E sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal”. Ao focar sua atenção sobre o que viu, e não naquilo que ela sabia, Satanás alcança seu objetivo. No que se segue, lemos: “E a mulher viu que a árvore era boa para comer, e bela aos olhos, e deliciosa de se ver, e tomou do seu fruto, e comeu.” As condenações individuais e maldições apontadas por Deus sobre Adão e Eva por seus respectivos atos de rebeldia também são indicativos dos respectivos papéis os quais ambos foram feitos para desempenhar e desempenhariam na história da humanidade. Os castigos de Eva são apontados em sua vida como esposa e mãe “em dor darás à luz filhos, e tu estarás sob o poder de teu marido, e ele terá domínio sobre ti.” Adão, no entanto, será condenado porque ele “escutou a voz de tua mulher”, é punido por Deus tornando mais difícil a sua tarefa de dominar o mundo: “maldita é a terra em teu trabalho; com trabalho e fadiga comerás dela todos os dias da tua vida… Com o suor do teu rosto comerás o teu pão, até tu voltares à terra, da qual foste tirado.”

Mulher como esposa-do-homem(1)

Nesta época de Feminismo triunfante, que tem como aspecto mais irritante a unidade para o uso de linguagem “inclusiva”, as raízes etimológicas do termo “mulher” não podem ser muito reconfortantes para aqueles empenhados em erradicar da natureza feminina qualquer orientação intrínseca para aqueles com uma natureza masculina. A própria palavra é uma contração das palavras para “mulher-homem” [wife-man] no idioma Anglo-Saxão. Se as feministas, que na palavra Ms.(2), deram-nos uma abreviação para um, ainda, título desconhecido, procurando conforto do “chauvinismo” da língua Inglesa, com certeza não vão encontrar nenhum na Latina (mulier), Francesa (femme), Alemã (Frau), ou Espanhola (mujer) todas essas palavras usadas para designar uma “mulher” podem ser usadas, sem alterações, para designar uma “esposa”. A maioria das feministas, é claro, percebem isso, daí a sua tendência a empregar o termo genérico “pessoa.” Há certa ironia presente até mesmo no uso deste termo, no entanto, uma vez que a palavra tem sua origem etimológica na palavra etrusca phersu(3)que significa “máscara”, ou aquele que esconde uma verdadeira identidade! Assim, “chairperson” (4)! Seu uso constante, em seus escritos, de s/he (5) é, aparentemente, contraproducente.

Então, uma mulher madura tem sido, tanto biblicamente quanto linguisticamente, conceituada como uma “esposa”, como alguém que se entregou a um homem com o propósito principal e expresso de trazer seres à vida e, além disso, seres perfeitos (ou seja, educar) da descendência humana. Um ponto interessante a considerar aqui é o significado profundo da designação bíblica de Eva como uma “ajudante” de Adão. Ser uma “ajudante” é ter um papel cooperativo, mas secundário. As implicações aparentemente pejorativas da denominação “secundária” podem ser moderadas, se olharmos para a relação de uma forma mais filosófica, em vez de depender dos significados das palavras comumente entendidos.

A forma como podemos trazer os respectivos papéis masculino e feminino na união conjugal ao nível filosófico é pelo entendimento que o marido é o agente ativo na relação, enquanto a mulher pode ser vista como a receptora passiva da ação iniciada pelo parceiro ativo. O papel impulsionador do marido existe, como tal, nos domínios físico, psicológico, econômico e social. Assim como se fosse colocar o macho a trabalhar para estabelecer a relação nascente, pela mostra de interesse e pela luta para ganhar a afeição da mulher, que só deve retribuir se ele se esforça de maneira viril para ganhar a atenção dela, assim também ele deve ser o escolhido, o que deve buscar o sucesso dos empreendimentos sociais e econômicos da família, o que injeta suas idéias, talentos e trabalho tanto na vida familiar quanto na ordem cívica. Este poder de transmissão pertence, ou deveria pertencer, ao marido. Do sexo masculino vêm as sementes da vida e os insights.

A passividade da esposa e da natureza feminina em geral não implica, de qualquer modo, a inatividade ou o “não-ser” da fêmea. O que implica é a qualidade receptiva do caráter feminino e sua constituição. Aqui faço um apelo a um princípio filosófico Tomista: a potência em si não existe sem o seu próprio ato. Será minha afirmação que as mulheres têm seu ser como mulheres atualizado somente através de sua relação com os homens. As mulheres precisam dos homens para ser verdadeiramente as mulheres. Os homens, no entanto, não precisam das mulheres a fim de ser realmente homens. As forças armadas, o mosteiro, e o seminário confirmam isso. Cada convento tem seu padre confessor e o Noivo Eucarístico.

Como já foi dito acima, a natureza “passiva” de uma mulher, afinal, não implica a inatividade ou qualquer tipo de falta de substancialidade. Em vez disso, o termo é usado para enfatizar a dependência que a mulher tem sobre o potencial formativo e realizador da mente masculina. Quer as feministas queiram ou não, o relacionamento de uma mulher com seu pai e/ou seu marido é formativo, imprime um selo fixo ou caráter em sua existência que ela nunca poderá apagar. Essa fixidez que é dada ao caráter de uma mulher e sua situação na vida por seu marido é ainda mais uma manifestação do ensinamento bíblico de que, enquanto Deus criou o homem à Sua própria imagem, a fêmea foi criada segundo a imagem do macho. Ela, seja em seu ser primal ou pessoal, carrega sua imagem e semelhança determinante.

A forma, impressa pelo marido sobre a vida de sua esposa e, conseqüentemente, a vida da família, não é algo que está estagnado. Pelo contrário, a vida da família, a qual o caráter básico é dado pelo pai, é desenvolvida e encarnada pela mãe. É assim que a mulher participa plenamente na transmissão da vida e geração iniciada por seu marido. Ela deve manter vivo o que ele fez viver. Ela deve alimentar, de uma maneira que só ela pode, o que ele quis.

Em seu Symposium, Platão afirma que o homem naturalmente procura por uma ou ambas as formas de imortalidade temporal. A primeira é realizada pelo professor que, ao colocar a semente da verdade na mente de seu discípulo, garante que suas idéias continuarão a viver muito tempo depois de que ele mesmo esteja morto. A segunda forma de imortalidade temporal, que é procurada pela grande maioria dos homens, é a imortalidade física que se tem através da geração das crianças. Não é coisa pequena que o chamado para ser a “ajudante” de seu marido inclua, como seu aspecto mais nobre e sublime, a garantia da imortalidade. Claro que, em uma união conjugal em que o vínculo é de natureza sacramental, existem três formas de “imortalidade” que são o fruto do esforço cooperativo dos cônjuges. Primeiro, a “imortalidade” física que perpetua no tempo, tanto a linha a paterna quanto a materna. Segundo, a imortalidade possuída por uma alma humana que vem a existir através da atividade de Deus e da cooperação material do pai e da mãe. Terceiro, a imortalidade sobrenatural que é a conseqüência da vida sacramental, que é cultivada na criança, através da agência do sacerdote, por causa dos esforços de ambos os cônjuges. Mesmo que no céu não haja casamento ou se dar em casamento, a realização do matrimônio é a imortalidade. Não é coisa pequena.

Dever de uma mãe

A tradução etimológica de “matrimônio”, como matris munium ou “dever de uma mãe”, nos dá uma visão sobre uma das necessidades fundamentais do casamento bem-sucedido. Esta necessidade é a estrita separação dos respectivos papéis do marido e da esposa. A racionalidade desta separação e a simplificação da separação dos papéis de cada um não é apenas baseada na posição natural do marido e da mulher no contexto da família, mas é, além disso, enraizada na natureza essencialmente ativa dos homens e na natureza essencialmente passiva das mulheres que discutimos acima. Ao considerar a conformação e divisão natural dessas diversas funções, também não devemos nunca nos esquecer que a tarefa maior de formação, que não seja a procriação física, que o marido possui é de imprimir sua própria racionalidade, informada pela verdade objetiva sobre todos os vários aspectos da vida de uma família, tanto a sua vida interna quanto suas ações coletivas dentro da comunidade. É um chamando exclusivamente masculino ao marido para “carimbar” a vida da família com a sua imagem intelectual, dando assim à família a sua própria forma e caráter. Depois de carimbar sua imagem racional em todos estes reinos de atividade, o marido e pai é encarregado de assegurar que toda a família esteja de acordo com esta forma. É, portanto, a tarefa do pai, como uma parte necessária de seu cargo patriarcal, impor a disciplina dentro da família.

Em paralelo com esta impressão de seu próprio entendimento racional da verdadeira natureza das coisas sobre a vida da família, o marido é chamado para tentar imprimir, com sucesso, seu próprio selo sobre alguns, não importa o quão obscuros, aspectos do mundo exterior. É esta tentativa do homem de imprimir sua imagem racional sobre algum aspecto do mundo exterior, que chamaremos de seu “projeto”. Todo homem deve ter um “projeto”. Um “projeto” é muito mais do que um mero “emprego”. É um desejo de transformar e mudar para melhor. Que todos os homens, intencionalmente ou não, tem tal “projeto” é algo que uma mulher e uma esposa deve apreciar se elas compreendem adequadamente como elas devem ser as “ajudantes” de seu próprio cônjuge.

Em vez de se ressentir com essa separação de papéis dentro do contexto da família, a mulher deve encontrar uma grande consolação. Primeiro, é o meio mais óbvio e eficaz de evitar os conflitos que, normalmente, são o choque de vontades sobre um curso de ação projetado. Se uma mulher aprecia claramente os domínios sobre os quais ela delegou jurisdição e aqueles sobre os quais ela, normalmente, não tem jurisdição, ao longo do tempo haverá uma redução inevitável de conflitos entre ela e seu marido.

Parece ser uma característica da nossa era pós-1960 que, seja em “bons” casamentos ou fora de um bom casamento, a mulher está tendo que lidar com um fato incontestável. A maioria dos homens não sabe qual é o que seu papel na vida familiar ou eles simplesmente se recusam a cumprir o seu papel. Por conta disso, o desejo natural de uma mulher de confiar no poder e na prudência de seu marido está frustrado; sua reação a esta situação é usurpar a autoridade de seu marido, e ao mesmo tempo desafiar diretamente a legitimidade dessa autoridade. Se estamos sempre a restaurar a paz na alma feminina, o Feminismo sendo a manifestação mais evidente da falta de paz, a mulher deve ser capaz de confiar que um homem, seu homem, especificamente, tanto compreenda suas obrigações quanto coloque toda a sua força em cumpri-las. Para as mulheres serem mulheres, os homens devem ser homens.

Senhora da alma do homem (6)

Uma vez que um homem deve “conquistar” na esfera cível, se quiser manter o âmbito doméstico em que sua família pode crescer e prosperar, o dever de uma esposa para ajudar o marido deve se estender além de tender às necessidades diárias de seus filhos. Deve incluir uma tentativa de facilitar, tanto psicologicamente quanto materialmente o “projeto” de seu marido. Antes que uma mulher possa, realmente, prestar essa ajuda, ela deve superar qualquer ressentimento que ela possa ter por ter de “compartilhar” o seu marido com seu projeto. Isto é extremamente difícil, já que o fato de o macho colocar seu projeto no mesmo nível, se não maior, do de sua preocupação com a manutenção das relações pessoais é estranho para a mentalidade feminina. Muitas vezes para ela isso parece mais do que um tanto absurdo! O que uma mulher deve perceber é que isso é uma realidade, no entanto. Está abaixo da dignidade de uma mulher competir com o projeto de seu marido. Ao invés de competir com ele, ela deve apoiá-lo nesse projeto e, então, ela irá unir os aspectos civis e domésticos da vida do marido e ganhar sua afeição eterna. Um homem deve conquistar e uma mulher deve conquistar com ele!

É claro, uma esposa e mãe tem o direito e o dever de lembrar ao marido que seu casamento e sua família são “projetos” que ele voluntariamente começou e deve, portanto, cuidar. Não se deve cuidar da esposa e da família como se cuida de um negócio. É ajudando seu marido a focalizar na dimensão pessoal de seus vários “projetos”, que uma mulher pode entrar na vida psicológica do marido de forma mais proveitosa e, posteriormente, contribuir para o seu acréscimo. Aqui encontramos uma tarefa para esposas que poucos podem apreciar plenamente. Isso é corrigir uma tendência para objetivar e instrumentalizar relações sociais e profissionais normais. Uma vez que um homem normalmente está imerso em sua luta para tornar dóceis as dificuldades específicas que ele assumiu, há uma tendência real para ver outros homens como meros “colaboradores” em sua tarefa e não como homens.

Assim como a preocupação feminina psicológica com pessoas individuais – as suas necessidades, sua afetividade e suas circunstâncias pessoais – faz com que a mulher seja mais qualificada do que um homem para atender às necessidades diárias das crianças, assim também essa ocupação psicológica das pessoas, ao invés de projetos, pode permitir que uma esposa ajude seu marido a desenvolver os aspectos pessoais de sua vida social e profissional. Claro que para que isso aconteça a mulher deve, na medida em que ela pode, compreender e realmente apreciar o trabalho de seu marido, suas implicações e sua importância a longo prazo.

O que, também, deve ser entendido é porque este trabalho é importante para seu marido. Qual ideal o motiva? Pois eu afirmo que todos os homens são motivados por um ideal, seja esse ideal verdadeiro ou falso. Se não forem, eles não são verdadeiramente homens. Mais. Se eles não são motivados por um ideal verdadeiro (ou seja, um ideal fundado na Mente de Deus), eles não atualizam seu potencial para a verdadeira masculinidade. Mulheres, procurem um homem que tem os olhos para nos céus, mas seus pés firmemente plantados no chão!

Esposas reais em uma época andrógina

Em nosso próprio tempo, esposas ou mulheres buscando serem esposas, são confrontadas com um problema não encontrado por seus ancestrais do sexo feminino, o ideal de masculinidade, que era a coisa, à exceção da religião, verdadeira ou falsa, mais cultivada por todas as civilizações importantes, foi agredida e fugiu da cena cultural pelos asseclas da Revolução.

Este exílio oficial do ideal masculino se manifesta melhor na discussão incessante sobre a lista cada vez maior de “direitos” humanos. À medida que a aplicação destes “direitos” se expande, a esfera disponível de ação verdadeiramente masculina diminui. Um “direito” é uma proibição contra a aplicação masculina de verdade! O desamparo constitucional do marido face ao desejo de sua mulher de abortar a sua criança por nascer é uma das mais graves manifestações desta castração jurídica e social.

A tentação mais óbvia da mulher que experimenta um patriarcal “vácuo de poder” em sua própria família é tentar preencher o cargo e exercer as funções destinadas a ser exercidas pelo marido. Tentar “vestir as calças” na família, seja metaforicamente ou literalmente, não vai resolver o problema da mulher. Uma mulher, mesmo uma mulher forte, não pode realmente tomar o lugar de um marido e pai. É antinatural e contrário à ordem divina das coisas. As crianças vão, além disso, deixar de aprender as distinções adequadas entre o papel do pai e da mãe, do marido e da esposa. Isso irá garantir que o fracasso do patriarcado e da verdadeira masculinidade continue e, muito provavelmente, se tornará ainda mais exagerado nas gerações vindouras. Uma mulher ao cumprir com seu dever como esposa e mãe e, portanto, como uma mulher, deve sempre deixar ser reconhecido por seus filhos que a função do pai é necessária e deve ser respeitada, mesmo se não houver um ou ao menos um ocupante que caiba nesse cargo.

As mulheres, em nossa época andrógina, devem recusar-se a usurpar o lugar natural do marido e pai. Em vez disso, elas devem aprender a encorajar seus maridos e pretendentes a exercer o cargo de governador prudente, que é seu por direito. Isto pode ser feito por uma mulher chamando o marido para tomar as decisões que lhe são devidas a tomar, enquanto que, também, indicando-lhe que ele deve fazer cumprir essas decisões. Se um homem sente, não importa quão “subconscientemente”, que sua família é uma república, em vez de uma monarquia, ele não vai exercer seu ofício patriarcal com ousadia e virilidade. Ele não vai sentir nenhuma necessidade. Como o dinheiro é uma das alavancas do poder, é quase certo que uma família que “depende” da renda da esposa acabe como uma república. Nesse caso, o modelo tradicional da família terá sido posto de lado e o problema virá, sem dúvida.

Em nossos dias, quando, ao contrário de todas as épocas anteriores da história da humanidade, os modelos normativos de verdadeira feminilidade e da condição de mulher foram perdidos, temos de voltar à realidade da noiva a fim de descobrir a natureza mais permanente de uma mulher. Na noiva, que é apenas uma noiva no dia do seu casamento, encontramos as virtudes que devem ser refletidas na alma feminina. Estas são as virtudes da fé, da esperança permanente, e da caridade desinteressada, com a virtude fortificada da coragem para proteger os outros. A noiva tem fé, porque ela, mais do que o noivo, assume um “risco”, quando ela oferece seu ser inteiro, e ela sempre oferece o seu ser inteiro, no amor e na submissão ao seu esposo. A noiva confia que aquele a quem ela oferece a si mesma irá suportar providencialmente, a ela e dela. A noiva tem amor, um amor que não conhece conflito, que não conhece outros, que não pode ficar sem. É nessas virtudes que uma esposa melhor se assemelha a Esposa do Senhor, a Santa Madre Igreja. Para que como ela, após as núpcias terem sido consumadas, a fé se transforme em conhecimento e compreensão, a esperança se transforme em posse, e amor, o amor será sempre amor.

Original aqui.

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Notas da tradutora:

*Artigo com muita profundidade, do tipo que poucos hoje conseguem compreender, por causa do envenenamento causado pelo liberalismo e feminismo nas mentes das pessoas. Para ler, reler e refletir.

(1)Mulher como wife-man: Na língua inglesa esposa é wife. A palavra woman (mulher) é uma contração deste termo wife-man, esposa do homem. A mulher derivada do homem.

(2) “Ms.” é um título dado a mulheres (casadas ou não), na língua inglesa. Passou a ser usado com freqüência por causa das feministas que não gostavam de Miss (senhorita) nem de Mrs. (senhora, abreviatura do antigo Mistress que vem de Mister, senhor) por acharem que tais formas de tratamento seriam sexistas. Mistress é um termo que foi usado no passado para designar a dona de casa e que caiu em desuso.

Madame vem do francês Ma (minha) Dame (senhora). Dame vem do latim Domina, senhora, dona de casa (Domus em latim significa lar, casa).

(3)De onde vem a palavra “personagem”.

(4) Chairperson é a palavra inglesa para “presidente”, que passou a ser usada pelas feministas em vez de chairman que designa homem presidente.

(5) s/he – uma contração das palavras “she” e “he”, ela e ele, em inglês.

(6) no original “Mistress of a man’s soul”- a apalavra Mistress possui vários significados: amante, senhora, dona de casa, mestra, patroa.